Ciência

Seis hábitos de Harvard para retardar o envelhecimento do cérebro

Neurologista Rudolph Tanzi revela o método Shield, focado em hábitos diários que limpam toxinas cerebrais e previnem doenças degenerativas

Rudolph Tanzi: cientista de Harvard utiliza o plano Shield para preservar a saúde menta (SCIEPRO/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images)

Rudolph Tanzi: cientista de Harvard utiliza o plano Shield para preservar a saúde menta (SCIEPRO/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 25 de janeiro de 2026 às 18h25.

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O segredo para um cérebro resiliente e jovem não está em fórmulas mágicas, mas em um protocolo que resume décadas de pesquisa clínica em Harvard. Rudolph E. Tanzi, um dos maiores neurologistas do mundo, defende que o estilo de vida é a ferramenta mais poderosa para moldar a mente.

Aos 67 anos, o cientista aplica em si mesmo o método Shield, um plano que foca em seis pilares essenciais para a saúde cognitiva. Diferente do que se acreditava no passado, o cérebro possui uma reserva que pode ser fortalecida ao longo da vida.

Segundo Tanzi, essa proteção é construída por meio de ações que combatem a neuroinflamação muito antes dos primeiros sintomas surgirem. O destaque do método vai para a "faxina cerebral" noturna: o sono profundo atua como um sistema de limpeza, eliminando proteínas tóxicas (amiloides) que desencadeiam o Alzheimer.

Em reportagem do The Washington Post, Tanzi destacou quais são os passos para proteger o cérebro da "velhice". Veja abaixo:

Os pilares do protocolo Shield

Para quem busca envelhecer com lucidez, o especialista detalha como cada hábito atua diretamente na biologia do órgão:

  • Sono de qualidade: Dormir entre sete e oito horas é vital. Tanzi sugere desligar telas uma hora antes de deitar e defende o "cochilo restaurador" caso o descanso noturno tenha sido insuficiente.
  • Controle do estresse: O cortisol crônico é tóxico para os neurônios. A técnica recomendada pelo médico é a meditação focada em imagens, interrompendo o fluxo constante de pensamentos e palavras.
  • Interação social: O cérebro humano prospera com estímulos. Manter contato frequente com amigos que trazem bem-estar reduz drasticamente o risco de isolamento e doenças neurodegenerativas.
  • Atividade física: O exercício induz a neurogênese (nascimento de novas células). O cientista cita estudos que sugerem que mil passos diários podem retardar o desenvolvimento do Alzheimer em um ano.
  • Aprendizado constante: Aprender algo novo, como um instrumento ou idioma, cria novas sinapses. O próprio Tanzi dedica-se ao teclado e à composição para manter a reserva cognitiva em alta.
  • Dieta para o microbioma: O que faz bem ao intestino, faz bem ao cérebro. A preferência é pela dieta mediterrânea, rica em fibras e vegetais, que equilibra as bactérias que protegem o sistema nervoso.
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