Mpox: doença pode causar lesões na pele, febre e dores musculares (Freepik)
Redatora
Publicado em 6 de novembro de 2026 às 14h16.
A mpox é uma doença infecciosa causada por um vírus que pode provocar lesões na pele, febre, dores musculares e inchaço dos gânglios linfáticos. A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo com pessoas infectadas.
A doença voltou a ganhar atenção após o aumento de novos casos. O Brasil registrou 665 casos de mpox em 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Embora o número represente uma queda de 94% em relação a 2022, estados brasileiros registraram aumento recente de infecções.
Em São Paulo, foram confirmados cerca de 60 casos nos últimos 30 dias, segundo a Secretaria Estadual da Saúde. O estado acumula 300 diagnósticos neste ano, sem mortes registradas.
Entre os sintomas também podem incluir dor de cabeça e cansaço. As manifestações variam de pessoa para pessoa, e nem todos os pacientes apresentam os mesmos sinais.
A doença pode ser transmitida durante relações sexuais, mas não depende desse tipo de contato. Objetos contaminados e outras formas de proximidade física também podem favorecer a infecção.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a maioria dos pacientes se recupera em duas a quatro semanas. Entretanto, algumas pessoas podem desenvolver complicações.
As manifestações podem surgir entre 1 e 21 dias após a exposição ao vírus. Em muitos casos, os primeiros sinais aparecem na primeira semana.
Segundo o Ministério da Saúde, os principais sintomas incluem:
As lesões podem aparecer no rosto, nas mãos, nos pés, na boca e na região genital ou anal.
Inicialmente, podem surgir como pequenas manchas. Depois, podem evoluir para bolhas com líquido, que secam e formam crostas durante a cicatrização.
Algumas pessoas apresentam poucas lesões, enquanto outras desenvolvem erupções em diferentes partes do corpo.
A transmissão da mpox acontece principalmente pelo contato físico próximo com uma pessoa infectada.
O vírus pode passar de uma pessoa para outra pelo contato direto com lesões, pele ou mucosas, incluindo beijos e relações sexuais. Também existe risco de transmissão pelo compartilhamento de roupas, toalhas, lençóis e outros objetos contaminados.
Segundo a OMS, o contato próximo face a face também pode permitir a transmissão por partículas respiratórias infecciosas.
A doença ainda pode ser transmitida de animais infectados para humanos, principalmente por mordidas, arranhões ou contato com tecidos e fluidos desses animais.
A prevenção envolve reduzir a exposição ao vírus e evitar o contato com pessoas que apresentem sintomas suspeitos. Entre os principais cuidados recomendados pela OMS estão:
O uso de preservativos pode reduzir determinados riscos, mas não impede completamente a transmissão da mpox, já que o vírus também pode passar pelo contato entre áreas da pele não cobertas.
Pessoas com mpox podem transmitir o vírus desde o início dos sintomas até a cicatrização completa das lesões. Isso significa que o risco permanece enquanto houver feridas ou crostas que ainda não tenham se desprendido.
A OMS recomenda que pacientes infectados permaneçam em isolamento conforme orientação médica, até que as lesões estejam cicatrizadas e uma nova camada de pele tenha se formado.
Quem teve contato próximo com uma pessoa infectada deve observar possíveis sintomas durante 21 dias após a exposição.Pessoas que apresentarem lesões suspeitas, sobretudo após contato com alguém infectado, devem procurar atendimento em uma unidade de saúde.
O diagnóstico pode exigir exames laboratoriais, já que as manifestações da mpox podem ser semelhantes às de outras doenças que provocam alterações na pele.
Enquanto aguardam avaliação, os pacientes devem evitar contato físico próximo e compartilhamento de objetos pessoais. Também é importante não coçar nem estourar as bolhas, pois isso pode favorecer infecções e dificultar a cicatrização.
O atendimento médico permite avaliar os sintomas, orientar os cuidados e identificar possíveis complicações.
O tratamento é voltado principalmente ao controle dos sintomas e à prevenção de complicações. As medidas podem incluir alívio da dor, hidratação e cuidados com as lesões, conforme avaliação dos profissionais de saúde.
A maioria dos pacientes apresenta recuperação em algumas semanas. Entretanto, crianças, gestantes e pessoas com o sistema imunológico comprometido podem apresentar maior risco de formas graves.
Existem vacinas contra a mpox, mas sua indicação depende das recomendações das autoridades de saúde e da avaliação do risco de exposição.
A vacinação pode ser utilizada como medida preventiva para determinados grupos e, em situações específicas, após contato com uma pessoa infectada.