Ciência

Europa financiará segunda fase da missão ExoMars

Segundo o diretor-geral da Agência Espacial Europeia (ESA), os países-membros se comprometeram a colaborar com 440 milhões de euros

ExoMars: o objetivo da ESA é finalizar o desenvolvimento da segunda fase da missão (Shamil Zhumatov / Reuters)

ExoMars: o objetivo da ESA é finalizar o desenvolvimento da segunda fase da missão (Shamil Zhumatov / Reuters)

E

EFE

Publicado em 2 de dezembro de 2016 às 13h05.

Lucerna - Os países europeus conseguiram chegar ao orçamento necesário para financiar a segunda fase da missão de exploração de Marte ExoMars em 2020, informaram nesta sexta-feira em entrevista coletiva as delegações italiana e alemã e a própria Agência Espacial Europeia (ESA).

A secretária de Estado do Ministério da Economia e Energia da Alemanha e coordenadora do Executivo alemão da política espacial, Brigitte Zypries, e o presidente da Agência Espacial da Itália, Roberto Battiston, confirmaram à imprensa que a ExoMars está "a salvo".

O diretor-geral da Agência Espacial Europeia (ESA), Jan Wörner, afirmou em entrevista coletiva que os países-membros se comprometeram a colaborar com 440 milhões de euros para este programa.

A ESA afirmou que aprendeu a lição após o acidente na última missão de exploração de Marte, quando em 19 de outubro o módulo de aterrissagem Schiaparelli, que realizaria medições científicas da superfície do planeta vermelho, caiu devido a um erro de cálculo no veículo.

Apesar da aterrissagem fracassada, a ESA tem o satélite ExoMars Trace Gas Orbiter (TGO) ao redor de Marte, pronto para realizar observações.

O objetivo da ESA é finalizar o desenvolvimento da segunda fase da missão, que inclui o veículo avançado que efetuará as primeiras pesquisas na superfície de Marte com mostras recolhidas do sub marciano, a fim de poder responder se pode haver ou se houve vida em algum momento no planeta vermelho.

As delegações também confirmaram que a participação europeia na Estação Espacial Internacional (ISS) até 2024 está garantida, algo que Wörner igualmente destacou em entrevista coletiva.

A Itália anunciou, além disso, que o astronauta italiano Luca Parmitano é candidato para voar de novo à ISS em 2019.

Acompanhe tudo sobre:EspaçoEspaçonavesEuropaMarte

Mais de Ciência

Beber água em excesso pode ser perigoso, dizem pesquisadores

Fóssil de braço revela detalhes sobre evolução dos 'Hobbits' da Indonésia

NAD+: o suplemento que conquista celebridades e desperta dúvidas

Lesma de 500 milhões de anos pode explicar origem dos moluscos

Mais na Exame