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FIA e Ecclestone confirmam GP do Bahrein

Após várias semanas de controvérsia sobre a situação política no Emirado, a prova está marcada para 22 de abril

Centenas de civis sunitas atacaram na terça-feira moradores xiitas no Bahrein (Getty Images)

Centenas de civis sunitas atacaram na terça-feira moradores xiitas no Bahrein (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 13 de abril de 2012 às 09h07.

Xangai - O Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1 será disputado no domingo 22 de abril, anunciou nesta sexta-feira a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), após várias semanas de controvérsia sobre a situação política no Emirado.

"Com base nas informações disponíveis atualmente, a FIA está convencida de que todas as medidas de segurança necessárias foram tomadas para que aconteça no Bahrein a etapa do Mundial de Fórmula 1", afirma um comunicado da FIA.

Ao mesmo tempo, o principal dirigente da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, afirmou ter "200% de certeza" de que o GP do Bahrein será disputado em 22 de abril, apesar dos protestos no país.

"Esta corrida está no calendário há muito tempo. Também iremos a Barcelona e Coreia do Sul, iremos a todos os lugares", disse Ecclestone, que comanda a Formula One Management (FOM) e possui os direitos comerciais da Fórmula 1, após uma reunião com os diretores das 12 escuderias da categoria, à margem do GP da China.

Centenas de civis sunitas atacaram na terça-feira moradores xiitas no Bahrein. Na segunda-feira, sete policiais ficaram feridos na explosão de uma bomba na localidade xiita de Akr, ao sul de Manama.

"Todos estão felizes e todas as escuderias estarão no Bahrein. O problema é que tudo é discutido pelos meios de comunicação, que não têm nenhuma ideia do que acontece. Não há nada a vigiar. As pessoas sabem o que fazem, nos informam regularmente, mas não acontece nada, tudo está tranquilo", completou Ecclestone.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou na quinta-feira que estava preocupado com o uso excessivo da força contra manifestantes" no Bahrein.

Ecclestone disse que as pessoas "devem parar de especular, ver o que acontece e atuar em função disso".

De acordo com o dirigente, os protestos no país não tem qualquer relação com a Fórmula 1.

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