Escândalos de abusos sexuais chegam ao setor financeiro dos EUA

Após a onda de escândalos abalar os EUA, o setor financeiro americano lida com os primeiros casos oficiais de abuso sexual

Um dos fundos de investimentos mais poderosos do mundo, o Fidelity, dirigido por uma mulher, demitiu dois funcionários após acusações de abuso sexual, indicou nesta terça-fera (24) à AFP uma fonte próxima ao caso.

Tratam-se dos primeiros casos oficiais no setor financeiro americano, um meio dominado por homens, após a onda de escândalos de abusos sexuais que abala os Estados Unidos.

Robert Chow e Gavin Baker, dois gerentes de clientes premium do departamento de ações da Fidelity Investments, tiveram que deixar a empresa após acusações de assédio sexual apresentadas por funcionárias da empresa, indicou a fonte, pedindo anonimato.

Chow, de 56 anos, 30 dos quais passou nesta companhia, foi acusado de fazer comentários sexuais a colegas e acabou demitido em outubro.

Baker, responsável por uma carteira de ativos de 16 bilhões de dólares, teria abusado sexualmente de uma jovem funcionária de 26 anos e deixou a empresa em setembro, segundo a mesma fonte.

"As políticas da Fidelity proíbem o abuso sexual em qualquer uma de suas formas. Quando chegam aos nossos ouvidos alegações deste tipo, as investigamos rapidamente e adotamos, em seguida, as ações adequadas", declarou por e-mail Vincent Loporchio, porta-voz da empresa.

"Não toleramos e não toleraremos este tipo de comportamento", acrescentou, explicando que a companhia estimula seus funcionários a denunciar qualquer comportamento considerado inapropriado através de diferentes canais, como uma linha telefônica especial.

A Fidelity, que gere 6,4 trilhões de dólares de ativos e tem cerca de 40 mil funcionários, é dirigida por Abigail Johnson, considerada a mulher mais poderosa do setor financeiro americano.

Segundo a fonte, Johnson expulsou ambos dirigentes e contratou uma empresa externa para investigar e acionar o departamento, dominado por homens.

A empresa ainda organizou uma reunião de emergência na semana passada, na qual reiterou sua "tolerância zero" frente a qualquer tipo de comportamento inapropriado.

Wall Street é frequentemente criticada pela reduzida representação de mulheres e minorias nas empresas.

Apenas 2% dos postos de alta direção do setor financeiro nos Estados Unidos estão ocupados por mulheres, segundo o escritório Catalyst, e os seis grandes bancos do país - JPMorgan Chase, Bank of America, Wells Fargo, Citigroup, Goldman Sachs e Morgan Stanley - são dirigidos por homens.

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