Documentário sobre vida e morte de Natalie Wood estreia na HBO hoje (12)

Com imagens de arquivo e depoimentos inéditos, filme tenta superar polêmica da morte e celebrar vida da atriz indicada ao Oscar
 (HBO/Divulgação)
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Guilherme Dearo

Publicado em 12/05/2020 às 08:00.

Última atualização em 12/05/2020 às 08:00.

A história de vida de Natalie Wood (1938-1981), atriz três vezes indicada ao Oscar, é famosa. Nascida Natalia Nikolaevna Zakharenko, de pais russos que imigraram para San Francisco (EUA), Natalie começou a atuar aos cinco anos. Aos quinze, já tinha uma indicação ao Oscar, por sua atuação como Judy em "Rebel Without a Cause", clássico com James Dean. Ao longo da carreira, ainda seria indicada a mais duas estatuetas e estrelaria grandes produções, como "West Side Story" e "Splendor In the Grass".

Infelizmente, sua morte também é fato muito conhecido, inclusive com certa obsessão. Na noite de 29 de novembro de 1981, ela estava a bordo do iate Splendour junto de seu marido, o ator Robert Wagner, e do amigo do casal, o ator Christopher Walken. Eles navegavam no Oceano Pacífico, próximo à Ilha de Santa Catalina. Sem testemunhas, ela teria caído do barco e se afogado. O consumo de bebida alcoólica no barco fora alto durante a noite e Wagner e Walken teriam discutido momentos antes do acidente.

A morte foi registrada como afogamento acidental, mas muita gente não acredita no acaso. Em 2011, o caso foi reaberto pela polícia de Los Angeles, que mudou a causa da morte para "afogamento com circunstância indeterminada". Em 2013, um relatório de legistas em Los Angeles mostrou que o corpo da atriz tinha marcas, como arranhões e hematomas, feitos antes da morte por afogamento.

Essa polêmica volta à tona hoje (12) na HBO e no app HBO Go, quando estreia às 20h o novo documentário "Natalie Wood: Aquilo Que Persiste" (Natalie Wood: What Remain Behind", no original), dirigido por Laurent Bouzereau. O filme traz depoimento de amigos de Wood, como Mia Farrow e Robert Redford. Também conta com vasto material de arquivo para compor a narrativa, como fotos, diários, áudios, vídeos domésticos e entrevistas de arquivo da própria atriz.

A produção se coloca como uma homenagem à vida de Wood, não como um filme investigativo sobre os mistérios que ainda podem existir sobre sua morte em 1981. O "Aquilo Que Persiste" do título remete à herança da atriz - marido, filhos, netos - não à persistência das dúvidas sobre se foi morta ou se teria se suicidado ou se tudo não passou de um infeliz acidente. A ideia dos produtores é não deixar que a polêmica da morte se sobreponha à sua vida.

A atriz Natalie Wood com sua família

A atriz Natalie Wood com sua família (HBO/Divulgação)

Mas o assunto é, obviamente, incontornável. O documentário abre com o depoimento de Natasha Gregson Wagner, filha de Wood, sobre como ela recebeu, aos onze anos, a notícia da morte da mãe. Ela também aparece entrevistando o padrasto, Robert Wagner, e pergunta a ele sobre o renovado interesse da polícia sobre o papel dele na noite de 29 de novembro de 1981. Mas não há muita insistência.

O filme já estreou nos Estados Unidos, em 5 de maio, antes de estrear no Brasil.