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Conheça 10 modelos brasileiros que trouxeram diversidade e inclusão para a moda

De corpos plus size a pessoas trans, mercado se reinventa com espaço (e destaque) para representar cicatrizes, indígenas e negros em grifes e passarelas
Modelos se destacam no mercado pelas características únicas (Junior Becker/Divulgação)
Modelos se destacam no mercado pelas características únicas (Junior Becker/Divulgação)
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Gabriel AguiarPublicado em 09/11/2022 às 08:00.

Esqueça qualquer padrão que dominou a moda nos últimos anos: as passarelas e editoriais estão cada vez mais diversos. E a prova é que novos modelos ganharam destaque dentro das marcas e também do mercado – além de respeito às diferentes características. Conheça alguns dos nomes brasileiros em evidência (nacional e internacional) em relação a diversidade e inclusão.

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Fluvia Lacerda

(Fluvia Lacerda/Divulgação)

Considerada uma das primeiras modelos plus size brasileiras com destaque internacional, a carioca criada em Roraima começou a carreira na moda em 2003, quando morava em Nova York, nos EUA – onde trabalhava como babá e faxineira. Desde então, atuou em diferentes países, como Alemanha, Austrália, Canadá, Espanha, França e Inglaterra, além de ser reconhecida como “Modelo plus size do ano” em 2011 pela Full Figured Fashion Week, do museu nova-iorquino Metropolitan.

Entre os destaques estão os trabalhos para empresas como Arezzo, Asos, FashionNova, Riverisland, Target, Walmart e Wella, assim como editoriais em publicações como Elle, Glamour, Marie Claire e Vogue Itália. Também estrelou a primeira capa plus size da Playboy em todo o mundo. Deste então, escreveu "Gorda não é palavrão: como ser feliz gostando do seu corpo como ele é" (Ed. Companhia das Letras) e já apresentou duas temporadas do programa "Beleza GG", pelo canal E!.

Sam Porto

(Sam Porto/Divulgação)

Sam Porto foi o primeiro homem trans a desfilar no São Paulo Fashion Week, em 2019 – quando foi o recordistas de desfiles no maior evento de moda da América Latina, com apresentação para nove grifes. E, três anos depois da estreia, voltou às passarelas paulistanas. Mas há outros feitos: de fotos para o premiado fotógrafo Mario Testino à capa para Vogue e L'Officiel Hommes, também estrelou a primeira campanha de cuecas para a Calvin Klein, que repercutiu até no The Washington Post.

Giulia Dias

(Amanda Ribas/Divulgação)

Quando tinha apenas nove anos de idade, em 2007, a curitibana sofreu um acidente de trânsito que trouxe marcas e cicatrizes para o corpo. Mas isso nunca foi um problema. “Elas representam minha história e como sou forte. Eu amo as minhas cicatrizes!", diz Giulia Dias. Além de cursar a faculdade de Relações Internacionais, a modelo assinou contrato com a WAY Model (responsável pela carreira de Sasha Meneghel, Carol Trentini e Marlon Teixeira) e já estrela campanha pela Avon.

Alexia Duttra

(Alexia Duttra/Divulgação)

Alexia Duttra é considerada um dos novos destaques para representatividade no mercado de moda nacional e, recentemente, estrelou uma campanha pela Arezzo – além de ter trabalhado para grifes como Alexandre Herchcovitch, Ara Vartanian, Ginger, Santa Lolla e Forever 21. Com apenas 20 anos, a cuiabana também já posou para L'Officiel, Marie Claire, Elle e Glamour. “Minha trajetória não foi fácil: desde que me descobri mulher trans, nem todos aceitaram, mas minha família materna e meus amigos sempre me ofereceram total apoio e por isso sou imensamente grata”, diz a modelo.

Raphaella Tratske

(Raphaella Trastke/Divulgação)

Nascida em Joaçaba, pequeno município de Santa Catarina, a modelo plus size de 27 anos quebrou os padrões do mercado e tem conquistado espaço na moda desde 2015. Já participou de campanhas para marcas como Farm, Hering, Jogê Renner e Shoulder, além de ser convidada pela cantora Pabllo Vittar para dançar durante as apresentações do show “I am Pabllo”. “Visto manequim 46 com muito orgulho e cheia de saúde. Meu corpo é a ferramenta para mostrar minha arte", afirma.

Ana Barbosa

(Ana Barbosa/Divulgação)

Essa mineira de 23 anos foi pela lista “Top Newcomers”, da Models.com, em 2019. Desde então, Ana Barbosa teve destaque em grifes como Prada, Elie Saab, Dior, Fendi, Miu Miu, Marc Jacobs, Loewe e Dolce & Gabbana, além de estrelar editoriais para Vogue, Harper's Bazaar, Numéro, Grazia e Sunday Times. Nesta temporada, foi eleita para apresentações de Peter Do e Deity. E essa consagração veio junto à superação do próprio luto, depois de presenciar a mãe ser vítima de feminicídio.

Dandara Queiroz

(Way Models/Divulgação)

De corretora de seguros a vendedora de geladinhos, a jovem de 24 anos descendente de índios Tupi se destaca como modelo com trabalhos internacionais, além de projetos para Animale, Aeropostale, Água de Coco, Farm, Havaianas, Lilly Sarti, Apartamento 03, Cia Marítima e Lenny Niemeyer. E ainda figurou em editoriais para publicações de moda, como Vogue, Elle e L'Officiel. Mas, nos bastidores, a modelo ainda se dedica à produção de pinturas indígenas, além de poemas e composições.

Sumé

(Joy Models/Divulgação)

Nascida no Rio de Janeiro, a jovem de 24 anos foi revelada pela JOY Model e, atualmente, se destaca como representante indígena e trans para a moda. E a carreira de somente um ano já traz trabalhos de destaque, como desfile durante a São Paulo Fashion Week e campanha para a Hero Beauty, além de editoriais para Harper's Bazaar e Vogue Portugal. Estudante de Cinema e Audiovisual, Sumé ainda explora a veia artística como cineasta, com trabalhos em galerias nacionais e internacionais.

Carolina Leone

(Carolina Leone/Divulgação)

Finalista do concurso The Look of The Year, em 2019 – com mais de 20 mil candidatas –, a modelo de Brasília (DF) estrelou campanhas para O Boticário, Nubank, Farm, Monte Carlo, Amaro, Dafiti, Quem disse, Berenice?, Mash e She lingerie. De redatora publicitária, Carolina Leone passou a se dedicar à carreira na moda e firmou contratos com agências no Brasil, Alemanha, Espanha e Reino Unido.

Gabrielle Gambine

(Catarino/Divulgação)

Mesmo antes de estrelar no elenco de Verdades Secretas 2, pela TV Globo, a sobrinha de Roberta Close – modelo trans que despontou nos anos 1980 – já se destacava no mercado da moda, com campanhas para MAC, Avon e Havaianas; editoriais para as revistas Vogue e Glamour; e os desfiles nas passarelas da The Paradise e da Casa de Criadores. “Há um longo caminho a percorrer na luta contra o preconceito e, por isso, temos que evoluir questões que naturalizem a diversidade. É muito representativo ocuparmos esses lugares, sendo amadas e respeitadas pelo público”, explica.

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