Casual

Como as cervejarias podem cativar uma Geração Z que bebe menos?

Estudos no Reino Unido, EUA e Austrália mostram que as pessoas da Geração Z são mais sóbrias do que os seus pais e avós

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 6 de junho de 2024 às 09h27.

Durante séculos, o álcool tem sido usado como um "facilitador" social. Pode melhorar ou até criar um comportamento para os mais tímidos.

No Japão, esse conceito é conhecido como nommunication – uma combinação da palavra japonesa para bebida, nomu, e comunicação. A ideia é que beber álcool crie um ambiente mais descontraído.

O caso é que uma parte das novas gerações opta por não beber tanto assim. Vários estudos no Reino Unido, EUA e Austrália mostram que as pessoas da Geração Z são mais sóbrias do que os seus pais e avós.

No Japão, confrontados com o declínio das receitas do setor, autoridades organizaram em 2022 um concurso nacional, denominado Sake Viva!, num esforço para inverter a tendência de queda no consumo. A geração sóbria não afeta apenas a parte contábil no Japão, mas também oferece um desafio novo para as empresas que produzem e vendem bebidas.

“Percebemos que os jovens estão cada vez mais optando por não beber tanto álcool”, disse Atsushi Katsuki, CEO do Asahi Group Holdings, ao site da BBC. No entanto, a maior cervejeira do Japão vê isto como um risco e uma oportunidade.

“Nossa empresa é única porque, embora a maior parte de nossas vendas venha de cerveja e bebidas alcoólicas, também temos a capacidade de produzir bebidas não alcoólicas ou refrigerantes, o que nos dá uma vantagem competitiva”, disse ele.

A Asahi, que tem marcas espalhadas pela Europa e Oceania também, está promovendo ofertas de bebidas não alcoólicas e o que chama de baixo teor alcoólico – como cerveja sem álcool ou bebidas com menos de 3,5% de álcool – fora de seu mercado doméstico.

“Até 2030, queremos duplicar a cota de bebidas com zero ou baixo teor alcoólico para 20% das nossas vendas globais”, disse ele. Esses produtos já são populares em seu mercado doméstico. Katsuki disse que as cervejas sem álcool representam 10% das vendas de bebidas da Asahi no Japão, já que as pessoas evitam dirigir sob o efeito do álcool.

O Japão também enfrenta outros problemas: envelhecimento da população e queda na taxa de natalidade.

“As vendas de bebidas alcoólicas no Japão continuarão a diminuir porque não podemos ir contra a diminuição da população, o que significa que não podemos esperar que o mercado japonês cresça maciçamente”, disse ele.

Acompanhe tudo sobre:Cervejas

Mais de Casual

Este resort com águas termais no Paraná foca no turismo de luxo e fatura R$ 134 milhões

Triplex de luxo em Balneário Camboriú tem vista cinematográfica e custa R$ 18 milhões; veja fotos

A estratégia (quase) secreta da Grand Cru para fazer o brasileiro beber mais vinho da Borgonha

Conheça o azeite brasileiro eleito o Melhor do Hemisfério Sul em concurso na Itália

Mais na Exame