Alfaiataria fluida e skates nas roupas marcam a semana de moda masculina de Milão

Em cinco dias de apresentações, o evento foi encerrado ontem (21) por Zegna, que costumava a abrir a semana de moda
 (JW Anderson/Reprodução)
(JW Anderson/Reprodução)
Por Julia StorchPublicado em 22/06/2022 15:53 | Última atualização em 22/06/2022 15:54Tempo de Leitura: 9 min de leitura

Junto ao início do verão no Hemisfério Norte, se encerrou a Semana de Moda de Milão Primavera/Verão 2023. Em cinco dias de apresentações, o evento foi encerrado por Zegna, que costumava a abrir a semana de moda. Desta vez, o evento foi iniciado pela marca milanesa Dsquared2. Abaixo, alguns dos desfiles mais marcantes da temporada.

Fendi

Para Silvia Venturini Fendi, o desenvolvimento da coleção masculina da marca é construído por contrastes e justaposições. “Trata-se de um equilíbrio entre decoração e simplicidade”, diz ela, “uma sensação eterna de liberdade para brincar, enquanto redescobrimos o luxo do tempo livre.”

O desejo por viagens pós-pandemia fez parte da apresentação, com cores do melão e índigo ao ocre, bege amarelado, azul centáurea e cinza prateado. Dentre os detalhes, de franjas, toalhas felpudas e correntes de margaridas feitas com vidrilhos.

Já os calçados e acessórios contaram com tênis de skate de couro com miçangas, cadarços felpudos e mocassins. Os novos slides slip-on foram superdimensionados em um estilo 'inflável'. Nas cebeças, os bucket hats recortados se tornam viseiras. No corpo, pingentes de cordão, correntes de ouro e anéis de sinete são enfeitados com 'nuggets' da Fendi, como lembranças das férias da marca.

Zegna

Após apresentar uma coleção com roupas funcionais e confortáveis, com um ar de formalidade,  Alessandro Sartori trouxe para a nova coleção, a mesma sensação de leveza mesclando peças de workwear e activewear. 

Seguindo o modelo phygital, o desfile foi apresentado em tempo real no telhado da histórica fábrica de lã Lanifício Zegna e transmitido simultaneamente.

Com shapes soltos e desestruturados, jaquetas com corte de kimono, casacos impalpáveis, camisetas e tops que também funcionam como agasalho. A prega engomada desaparece das calças, que mantém um volume firme e tem formas arredondadas. Já as bermudas proporcionam maior liberdade de movimento, enquanto os blazers sob medida dispensam a necessidade de gola.

Entre as cores e materiais, malhas engenheiradas, seda técnica, malhas, nylons emborrachados, lãs, terry, couro emborrachado, em uma paleta terrosa acentuada com tons de branco, manteiga, rosa empoeirada, mel, vicuna, mocha, nogueira, carvão, enxofre e preto.

Emporio Armani

Nesta temporada, a marca mais jovem do designer Giorgio Armani também levou a inspiração das férias para as passarelas, com destaque para camisas e calças fluidas para os dias quentes de verão. Detalhes como fendas e aberturas verticais deram toques de sensualidade às peças masculinas, que também contam com shorts e macacões curtos. Nos pés, foram apresentados um novo tênis estilo slip-on, e botas de couro.

JW Anderson

Em sua estreia em Milão, Jonathan Anderson se inspirou na peça dos anos 1990 de Philip Ridley, The Pitchfork Disney, que ele interpretou nos primeiros dias de sua carreira como aspirante a ator. Surpreendente em suas apresentações, nesta edição, peças de guidão de bicicletas serviram de apoio a suéteres listrados amarrados nas costas, skates quebrados foram colados ao peito e CDs foram incorporados às roupas. 

Luvas de borracha industrial como mangas longas e dobradiças de porta unindo camisetas lisas também foram incorporadas, criando silhuetas inusitadas.

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