Ciência

5 práticas para desenvolver e manter a mobilidade, segundo a ciência

Tão importante quanto a força e o condicionamento, a mobilidade faz toda a diferença nos treinos e na qualidade de vida

Mobilidade: veja exercícios que ajudam a manter movimento saudável das articulações

Mobilidade: veja exercícios que ajudam a manter movimento saudável das articulações

Marina Semensato
Marina Semensato

Colaboradora

Publicado em 27 de fevereiro de 2026 às 09h18.

Última atualização em 27 de fevereiro de 2026 às 09h19.

Não furar a dieta. Treinar todos os dias. Aumentar a carga. Não pular o cardio. Esses são compromissos comuns para quem encara o exercício como estilo de vida e está focado no ganho de força ou de condicionamento. Mesmo com tamanha dedicação, muitas pessoas se lesionam porque deixam de lado a mobilidade.

A mobilidade é diferente da flexibilidade, pois vai além do alongamento: envolve força, controle e estabilidade ao longo desse movimento. A falta dessa habilidade está associada a maior risco de lesões em várias práticas esportivas, pois, quando as articulações não se movem corretamente, o corpo compensa sobrecarregando outras regiões.

Por exemplo, o agachamento recruta tornozelos, joelhos e quadris. Se o tornozelo não tem mobilidade suficiente, o corpo joga equivocadamente o peso para os outros dois pontos. Esse esforço repetidas vezes pode causar lesões graves, que podem exigir desde semanas longe do treino até cirurgias.

Em entrevista ao New York Times, a médica Miho Tanaka, diretora do Programa de Medicina Esportiva Feminina da Mass General Brigham, em Boston, explicou que a perda de mobilidade faz parte do envelhecimento. Com o passar do tempo, ocorre redução natural de colágeno não apenas na pele, mas também em ligamentos e tendões. Essa mudança altera a forma como o corpo se movimenta.

A boa notícia é que essa perda pode ser atenuada com treinos adequados, fáceis de se incorporar na rotina. A própria Tanaka realiza uma sequência rápida de três minutos focada em costas, pescoço e quadris quando sente rigidez ou sabe que não conseguirá treinar naquele dia.

Estratégias para a mobilidade

Com base nas sugestões do New York Times, estas atividades ajudam a desenvolver — e manter — a mobilidade. Vale lembrar que a recomendação dos especialistas é fazer esses exercícios com frequência, e não apenas quando surgem dores, já que a mobilidade tende a diminuir com o tempo se não for treinada.

Aquecimento com movimentos dinâmicos

  • Duração: cerca de 9 minutos;
  • Objetivo: ativar articulações e músculos antes do treino;
  • Frequência: antes de cada sessão;
  • Especialistas não recomendam alongamento estático prolongado antes do exercício. Movimentos dinâmicos são mais indicados para preparar o corpo.

Pausa com ioga

  • Duração: 10 minutos;
  • Objetivo: melhorar a flexibilidade e aliviar efeitos de longos períodos sentado;
  • Frequência: uma vez ao dia.

A prática também pode ajudar na regulação do estresse.

Sessões específicas de mobilidade

  • Duração: 15 a 30 minutos;
  • Objetivo: fortalecer e soltar articulações;
  • Frequência: diariamente por duas a quatro semanas, depois algumas vezes por semana.

Pilates

  • Duração: 10 a 15 minutos;
  • Objetivo: fortalecer o core e estabilizar coluna e pelve;
  • Frequência: duas a três vezes por semana.

Prevenção de lesões na corrida

  • Duração: 20 minutos;
  • Objetivo: fortalecer e soltar articulações usadas na corrida;
  • Frequência: antes ou após correr.
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