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Vencedoras de prêmio nacional mostram como desenvolver essa síndrome é perigoso para jovens

Naomi e Emily, primeiras da família na faculdade, relatam dúvida constante sobre o próprio mérito

Síndrome do impostor e insegurança na gestão (TA design/Shutterstock)

Síndrome do impostor e insegurança na gestão (TA design/Shutterstock)

Publicado em 27 de agosto de 2026 às 17h09.

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Naomi Ferreira é a primeira mulher da família a chegar ao ensino superior e será também a primeira médica entre os parentes. Mesmo assim, quando seu projeto de saúde ginecológica no interior do Ceará foi selecionado para a final do Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário, a primeira reação não foi orgulho — foi dúvida.

“Será que não é só sorte, será que realmente eu vou merecer essa premiação?", contou a estudante, em uma live promovida pela organização com os vencedores da edição.

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Um sentimento mais comum do que parece

O relato de Naomi tem nome na literatura de psicologia: síndrome do impostor, fenômeno em que a pessoa não consegue internalizar as próprias conquistas e atribui o sucesso à sorte ou a fatores externos, mesmo diante de evidência contrária. Entre estudantes de medicina brasileiros, o problema é praticamente regra, não exceção. 

Um estudo publicado na revista científica Psico-USF, com a adaptação brasileira da Escala Clance do Fenômeno do Impostor, identificou que 97% dos estudantes de medicina avaliados relatam sentimentos moderados a intensos do fenômeno.

Emily, estudante de engenharia aeroespacial e vencedora da região Sul, viveu uma versão parecida, mas partindo de outro contexto. Primeira pessoa da própria família a entrar na universidade, ela cresceu ouvindo pouco sobre carreiras acadêmicas em casa e carregou por anos a sensação de que qualquer conquista tinha explicação alheia ao próprio esforço. 

"Eu sentia até que era um pouco de sorte algumas coisas que eu tinha conquistado", relatou.

Quando escrever a própria trajetória vira terapia

O processo de inscrição no prêmio, que exige detalhar por escrito toda a trajetória acadêmica e os motivos por trás de cada projeto, funcionou como um divisor de águas para as duas. Emily descreveu que só ao colocar no papel a lógica por trás de suas escolhas percebeu um padrão real de propósito, não coincidência. 

"Comecei a entender que realmente não fui, não foi tudo sorte", disse, ao relacionar seu trabalho técnico com satélites a um desejo antigo de democratizar acesso à ciência.

Naomi encontrou caminho parecido ao assumir, pela primeira vez, um papel de liderança dentro de um projeto próprio na faculdade. Antes disso, segundo ela, o medo de não ser boa o suficiente a paralisava. A mudança veio ao perceber que sua equipe confiava no trabalho que ela vinha entregando. 

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"Quando eu me coloco como líder e vejo que meu trabalho estava funcionando, foi quando eu pude me reconhecer dentro da universidade", afirmou.

Rede de apoio como antídoto

As duas destacam que o contato com outros finalistas, vindos de áreas completamente diferentes, ajudou a dissolver parte da insegurança. Para Emily, compartilhar dúvidas com colegas durante a preparação para as entrevistas foi decisivo. 

Segundo ela, guardar a insegurança sozinha só a alimenta, enquanto conversar sobre ela costuma revelar que a dúvida é mais comum do que parece.

O relato das duas expõe um ponto que a psicologia já documenta em outros estudos brasileiros: engajamento acadêmico intenso, muitas vezes visto de fora como sinal de confiança, pode conviver lado a lado com sentimento de fraude interno, especialmente entre quem entrou na universidade sem repertório familiar prévio naquele ambiente.

O Na Prática convoca todos os estudantes entre 18 e 34 anos para concorrer à esse prêmio

O Na Prática nasceu como uma plataforma educacional criada para impulsionar a carreira de jovens, do estágio à liderança, complementando o ensino universitário com uma formação voltada para o mercado de trabalho.

Pensando nesse propósito, a instituição criou o Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário. Com cinco ganhadores, um de cada estado, ele é o primeiro reconhecimento nacional com recorte regional focado exclusivamente em estudantes de alto desempenho prático e acadêmico.

Tudo o que esse jovem ganha ao se tornar um dos 5 melhores universitários do Brasil 

  • Viagem internacional com tudo pago para a China 
  • Curso exclusivo de liderança 
  • Reconhecimento nacional 
  • Selo de excelência EXAME + Na Prática 
  • Rede de contatos com jovens brilhantes 
  • Visibilidade na imprensa e nas redes sociais 

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