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Síndrome do impostor: o que é e como superar a autossabotagem

A sensação constante de ser uma fraude pode afetar a saúde e desempenho, mas é possível reverter esse padrão

Síndrome do impostor: a sensação constante de ser uma fraude (Nuthawut Somsuk/Getty Images)

Síndrome do impostor: a sensação constante de ser uma fraude (Nuthawut Somsuk/Getty Images)

Publicado em 2 de abril de 2026 às 12h11.

É chamado de síndrome do impostor a sensação de fraude ou de não reconhecimento das próprias competências. Esse tipo de sentimento geralmente atinge pessoas bem-sucedidas e em altos cargos que têm dificuldades em internalizar suas conquistas. 

É comum que as pessoas sejam modestas quanto à suas habilidades e intelecto. No entanto, a pessoa que sofre com a síndrome do impostor tende a constantemente duvidar da sua capacidade e conviver com o medo de que descubram que ela é uma fraude. 

O custo silencioso de se sentir uma fraude 

A síndrome do impostor não é apenas "modéstia excessiva". Segundo a psicóloga Jessamy Hibberd, em seu livro A cura do impostor, o fenômeno funciona como uma lente distorcida que transforma conquistas em fardos. 

Isso se manifesta na rotina de maneiras que muitas vezes passam despercebidas, disfarçado como excesso de trabalho por medo de ser considerado insuficiente ou procrastinação com o constante medo de falhar. 

O resultado disso impacta principalmente a saúde física e mental, com enxaquecas por preocupações constantes, a baixa autoestima, falta de confiança ou até mesmo burnout e casos depressivos. Isso porque a sensação constante do medo de ser descoberto como uma fraude desperta quadro de ansiedade crônica o que pode desencadear outras doenças. 

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Como curar o impostor

Para Jessamy Hibberd, a grande virada de chave é entender que sentimentos não são fatos. Se sentir inseguro ao assumir um novo cargo não significa que ser incompetente, apenas estar diante de algo novo.

Confira as estratégias práticas para retomar o controle da sua autoconfiança.

1. Desmonte a sua teoria da fraude

O primeiro passo é entender como sua mente te engana, Jessamy Hibberd destaca que existem perfis específicos de comportamento.

  • Identifique seu perfil: Entender o padrão ajuda a desarmá-lo, a proposta é saber se você segue um padrão perfeccionista (que se cobra o impossível) ou o gênio natural (que acredita que, se precisou de muito esforço, é porque não é bom o suficiente), para assim trabalhar maneiras de combatê-lo.
    Para isso é preciso lembrar que feito é melhor que perfeito e que habilidade se constrói.

  • Documente suas vitórias: O cérebro ‘dominado’ pelo impostor foca no erro. Combata isso anotando sucessos, por menores que sejam. Quando a dúvida bater, leia essa lista. É a prova real contra a sensação de fraude.

2. Mude a forma como você trabalha

Sua rotina dita como sentir, por isso para mudar a mente, mude o hábito:

  • A regra dos 80%: Pare de usar o excesso de trabalho como escudo. Aceite que dar o seu melhor dentro de um limite saudável geralmente é mais que o suficiente.

  • Diga adeus à esquiva: O medo só cresce quando fugimos. Aceite desafios, mesmo com frio na barriga. A cada risco assumido, a síndrome do impostor perde um pouco de força.

3. Seja seu melhor aliado (e não seu pior juiz)

A autocrítica severa é o combustível do impostor.

  • Crie uma nova voz interna: Como você falaria com um amigo querido que está inseguro? Provavelmente com gentileza, então use esse mesmo tom com você.

  • O erro como lição: Errar não faz de você um fracasso, mas sim um ser humano em aprendizado.

4. Aprenda a ser o dono do seu sucesso

Não basta conquistar, é preciso aceitar que a conquista é sua.

  • Apenas diga "Obrigado": Da próxima vez que receber um elogio, não diga que foi "sorte" ou "ajuda de fulano". Apenas aceite, deixe o feedback positivo entrar.

  • Fale o que você pensa: Pare de dizer o que os outros querem ouvir para serem aceitos. Ao expressar sua opinião real, o sucesso que vier será autêntico, e você finalmente sentirá que merece estar onde está.

Desenvolver inteligência emocional é o que permite reconhecer essas distorções, regular a ansiedade e construir uma autoconfiança mais sólida — não baseada em perfeição, mas em consciência. 

O curso de Inteligência Emocional do Na Prática foi criado justamente para isso: traduzir conceitos psicológicos em ferramentas aplicáveis no dia a dia, ajudando você a lidar melhor com pressão, insegurança e autocrítica.

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