Para a Amazon, não há por que correr para adotar o home office definitivo

Empresa tem relatos de funcionários que dizem ser mais produtivos no escritório; decisão vai no caminho contrário de empresas de tecnologia, como Facebook

Na Amazon, cuja sede fica em Seattle, nos Estados Unidos a volta gradual de funcionários aos escritórios têm se mostrado positiva, com relatos de melhora na produtividade.

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A empresa também percebeu que pessoas contratadas durante a pandemia, e que começaram a trabalhar em casa, tiveram mais dificuldades em se adaptar. Essas duas conclusões fizeram com que a empresa ficasse fora da lista das empresas de tecnologia que anunciaram o home office definitivo.

Em uma reunião interna, à qual o site Business Insider teve acesso às informações, a diretora de Recursos Humanos da companhia afirmou que a Amazon ainda está aprendendo o que funciona e o que não funciona.

Beth Galetti disse que ainda é muito cedo para a Amazon assumir compromissos de longo prazo com o trabalho remoto. Beth também apresentou relatos de funcionários dizem que é mais fácil trabalhar em questões complexas quando estão na presença um do outro.

Nos últimos meses da pandemia, outras gigantes de tecnologia anunciaram que adotariam home office definitivo, como o Facebook.

Na época, Mark Zuckerberg disse que a empresa começará a “implantar agressivamente a contratação remota”, esperando que cerca de metade de seus funcionários trabalhem remotamente dentro dos próximos cinco a 10 anos. Na Microsoft, o modelo deve ser híbrido. Enquanto isso, o Twitter e a Square disseram que todos os seus funcionários podem trabalhar remotamente para sempre.

A diretora de Recursos Humanos da Amazon destacou também na reunião relatada pela Business Insider que é preciso olhar caso a caso:

"Estamos aprendendo que há alguns tipos de trabalho que funcionam muito bem em um ambiente tranquilo e sem distrações. Para alguns de nós, essa é a nossa casa. Para alguns, definitivamente não é a nossa casa."

De acordo com os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 7,9 milhões de trabalhadores do país estavam em home office no mês de outubro. No Brasil, a população economicamente ativa é de cerca de 79 milhões de pessoas.

Um levantamento de comentários em redes sociais feito pela Orbit Data Science mostrou como a opinião do brasileiro sobre o home office ficou menos otimista ao longo da pandemia. A aprovação do home office caiu de 70 para 45% no meio da pandemia.

Apesar disso, outra pesquisa, desta vez da empresa Ticket, mostra que 44% dos trabalhadores não querem um retorno total às atividades e 28% dos participantes consideram mudar para outra cidade. Essa mudança para locais menores foi outra consequência do home office.

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