Sete em cada dez executivos não passam em teste simples de finanças, aponta levantamento (Magnific)
Jornalista
Publicado em 27 de outubro de 2026 às 14h32.
Um estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com entidades do setor de gestão revelou um dado de alerta para o mercado de trabalho: cerca de 70% dos executivos e gestores brasileiros falham ao responder perguntas elementares sobre finanças corporativas. O levantamento avaliou profissionais de média e alta liderança em temas como fluxo de caixa, estrutura de capital e taxa de retorno.
A pesquisa acompanhou centenas de profissionais de diferentes setores da economia. Os resultados indicam que a maioria dos líderes domina as rotinas operacionais de suas áreas, mas encontra dificuldades na interpretação de demonstrações financeiras e no impacto das decisões diárias sobre o valor da empresa.
O levantamento identificou que a maior parte dos erros se concentra em conceitos operacionais e analíticos. Termos comuns no dia a dia executivo são frequentemente confundidos ou aplicados de forma inadequada durante o processo decisório.
Entre os tópicos com maior taxa de erro estão:
Na prática, a falta de domínio desses conceitos pode levar a decisões orçamentárias equivocadas.
Um gestor que planeja a expansão de um departamento sem considerar o impacto no capital de giro, por exemplo, pode comprometer a liquidez do negócio a curto prazo, mesmo que as vendas estejam em alta.
A ausência de repertório financeiro adequado afeta diretamente a capacidade de planejamento estratégico das organizações. Em momentos de oscilação econômica, saber ler indicadores financeiros torna-se indispensável para a manutenção da competitividade e para a mitigação de riscos.
Especialistas em desenvolvimento de carreiras destacam que a liderança moderna exige competências multidisciplinares. Profissionais de áreas como marketing, recursos humanos e tecnologia assumem cargos de gestão e passam a responder por orçamentos expressivos, muitas vezes sem a devida bagagem analítica.
Diante desse cenário, a busca por capacitação especializada tem crescido no mercado. Cursos focados no desenvolvimento dessas competências, como um MBA em finanças corporativas, ajudam a estruturar o raciocínio analítico necessário para a tomada de decisão estratégica nas empresas.
A exigência por visão financeira integrada deixou de ser um diferencial exclusivo para profissionais da área de contabilidade ou controladoria. O mercado passa a cobrar que gestores de todas as frentes saibam defender seus projetos com base no retorno financeiro esperado.
A tendência aponta para o fortalecimento da educação executiva contínua dentro das corporações. Empresas têm investido em treinamentos internos para nivelar o conhecimento de suas equipes e reduzir erros de planejamento.
O alinhamento entre a prática operacional e a análise de dados financeiros consolida-se como um pilar essencial para a sustentabilidade dos negócios. Profissionais que buscam ocupar cargos de liderança encontram na compreensão dos indicadores financeiros um caminho para fundamentar escolhas e gerar resultados consistentes.