Carreira

O método do Colégio Magnum que transforma notas vermelhas em fórmula sinérgica de ensino

Sob o comando do diretor pedagógico Wyller Mello, a instituição equilibra o rigor acadêmico com o amparo formativo para potencializar as competências de cada estudante

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 2 de julho de 2026 às 19h00.

O papel das instituições de ensino de excelência mudou: a meta não é mais apenas entregar conteúdo técnico, mas preparar o estudante emocional e intelectualmente para o mundo real.

No topo desse debate, a grande questão para os gestores é como transformar a teoria pedagógica em práticas diárias que façam sentido tanto para as famílias quanto para os estudantes. No Colégio Magnum, a resposta para esse desafio se apoia em um conceito fundamental da ciência da vida: a sinergia.

Em entrevista exclusiva à EXAME, Wyller Mello, diretor pedagógico do Colégio Magnum, abriu a rotina da instituição para detalhar como a escola estrutura o seu plano de desenvolvimento. Trazendo a experiência de quem vivenciou o cotidiano da sala de aula como professor de biologia antes de assumir o gerenciamento do ecossistema educacional, ele revela que o sucesso da marca é fruto do equilíbrio exato entre duas grandes frentes operacionais.

O ecossistema da dupla frente

Quando apresenta a escola para novas famílias e comitês de seleção, Wyller faz questão de destacar que o aprendizado no Magnum não ocorre em blocos separados.

A escola desenhou sua grade e suas interações com base em duas frentes complementares que rodam de forma simultânea no cotidiano do aluno: o ensino (o rigor das disciplinas acadêmicas, o conteúdo programático e a base científica) e a formação (o desenvolvimento socioemocional, a ética e as competências humanas).

Em vez de competir por espaço na agenda do estudante, esses dois pilares se alimentam mutuamente em sala de aula, gerando uma dinâmica viva de evolução.

"A gente trabalha aqui em duas frentes muito importantes, que chamamos de ensino e formação. E a coisa acontece de maneira simultânea, sinérgica. Como a minha formação é a biologia, eu gosto muito dessa palavra: sinérgico. É uma coisa potencializando a outra", define o diretor pedagógico.

Essa lógica sinérgica descrita pela direção ganha contornos muito claros na forma como o colégio orienta os alunos a lidarem com suas avaliações, testes e projetos práticos. A cultura escolar do Magnum foi moldada para afastar a visão puramente punitiva da nota e aproximar o estudante de uma mentalidade de crescimento e autonomia.

A proposta é que, diante de um resultado abaixo do esperado, o aluno desenvolva uma postura investigativa em relação à própria produção acadêmica, criando uma rotina sólida de autorreflexão estruturada em três passos:

  • Mapeamento do desvio: O estudante analisa o erro não como um fracasso, mas como um dado técnico a ser decodificado;

  • Diagnóstico ativo: O jovem assume a responsabilidade de responder perguntas cruciais para si mesmo: "Opa, quais foram os meus erros? Vou corrigir para que eu não cometa novamente esses mesmos erros";

  • Aprimoramento contínuo: Ao entender onde a lógica falhou, o aluno fortalece o pilar do ensino justamente por ter exercitado a resiliência e a maturidade, que pertencem ao pilar da formação.

Acompanhe tudo sobre:Graduação Escola de Negócios Saint PaulGraduaçãoEarly Decision

Mais de Carreira

R$ 50 milhões em 10 anos: a aposta que fez de Maceió a vitrine da expansão da Maple Bear

‘Não dá para crescer só com conhecimento técnico’: líder explica a habilidade que virou essencial

Você sabe como a IA está mudando processos seletivos? Candidatos descobrem como são avaliados

Employer branding virou arma das empresas na disputa por jovens talentos — veja o motivo