The Netflix logo is seen on top of their office building in Hollywood, California, January 20, 2022. - Netflix on Thursday reported cooling subscriber growth as fierce competition and the pandemic weigh heavy despite hits like "Squid Game" and "Money Heist." The streaming service ended the year with 221.8 million subscribers, just below target, after booming during coronavirus lockdowns that kept people at home and on the platform. (Photo by Robyn Beck / AFP) (Photo by ROBYN BECK/AFP via Getty Images) (ROBYN BECK/AFP/Getty Images)
Redatora
Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 14h22.
Durante anos, os cargos mais valorizados do setor de tecnologia estiveram ligados ao domínio de código, e esse cenário começa a mudar. Em meio à expansão acelerada da inteligência artificial, empresas como Netflix, OpenAI e Anthropic passaram a pagar salários que chegam a US$ 775 mil por ano para profissionais que não escrevem uma linha de programação, mas sabem transformar tecnologia complexa em histórias compreensíveis.
A demanda crescente por especialistas em comunicação e storytelling revela uma virada estratégica voltada para entender que a IA é importante, mas saber explicá-la se tornou essencial para negócios, reputação e crescimento. As informações foram retiradas de Entrepreneur.
Os cargos mais disputados hoje no setor de tecnologia incluem funções como diretor de comunicação, chief communications officer e head de storytelling. Nessas posições, a responsabilidade central não é técnica, mas narrativa.
Os profissionais atuam na construção da forma como empresas de IA se apresentam a investidores, reguladores, clientes, funcionários e ao público em geral. O foco está em dar sentido, contexto e clareza a produtos e decisões baseadas em inteligência artificial.
Os salários refletem essa relevância. Enquanto a média de um diretor de comunicação nos Estados Unidos gira em torno de US$ 107 mil anuais, companhias de ponta oferecem pacotes entre US$ 200 mil e US$ 775 mil para liderar essa agenda estratégica.
O avanço da IA generativa inundou o mercado com conteúdos automatizados, repetitivos e de baixa qualidade. Nesse ambiente, a escrita humana, estratégica e bem editada passou a ter mais valor.
As empresas buscam profissionais capazes de traduzir pesquisas técnicas, modelos complexos e decisões algorítmicas em mensagens claras, confiáveis e alinhadas ao negócio. Não se trata apenas de comunicar — mas de construir entendimento e legitimidade.
Para isso, não é exigido conhecimento profundo em programação, e sim a capacidade de fazer as perguntas certas, compreender conceitos-chave de IA e explicá-los de forma acessível.
A valorização do storytelling abriu espaço para profissionais vindos do jornalismo. Segundo o Wall Street Journal, o número de vagas que mencionam a palavra “storyteller” dobrou entre 2024 e 2025 em plataformas como o LinkedIn.
Esse movimento atraiu centenas de candidatos para posições específicas. A fintech Chime, por exemplo, recebeu mais de 500 currículos para uma vaga de direção editorial e storytelling — a maioria de jornalistas experientes.
Quem sabe apurar, escrever, editar e contextualizar informações complexas ganha vantagem em um mercado dominado por IA.
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