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Assistentes de inteligência artificial podem conectar usuários a diferentes serviços sem exigir que naveguem por cada aplicativo separadamente (Magnific)
Redatora
Publicado em 15 de outubro de 2026 às 05h03.
Para pedir comida, reservar um hotel ou montar uma apresentação, normalmente é preciso abrir um aplicativo, encontrar a função desejada e seguir uma sequência de etapas.
Esse modelo, que organiza boa parte da vida digital, começa a dividir espaço com uma experiência diferente: simplesmente dizer o que você quer e deixar a tecnologia coordenar o caminho até o resultado.
A mudança está no centro de uma nova disputa entre empresas de tecnologia.
Com o avanço da inteligência artificial, companhias buscam transformar assistentes digitais em pontos de entrada para serviços que antes dependiam de aplicativos separados.
A pergunta é até onde essa integração pode chegar.
Os aplicativos tradicionais foram desenvolvidos para que usuários executem ações dentro de interfaces específicas.
A IA generativa permite outra lógica: a pessoa descreve seu objetivo em linguagem natural, e a ferramenta interpreta a solicitação para encontrar informações ou acionar recursos compatíveis.
Em outubro de 2025, a OpenAI anunciou aplicativos integrados ao ChatGPT. A proposta permite, por exemplo, interagir com serviços como Spotify, Canva e Booking.com durante uma conversa, combinando comandos em linguagem natural com interfaces próprias para determinadas tarefas.
O cenário mais provável, no curto prazo, é uma convivência entre os dois modelos.
Aplicativos continuam importantes quando a tarefa exige controle detalhado, visualização de informações, configurações específicas ou uma experiência que depende de recursos próprios do celular.
Ao mesmo tempo, assistentes de IA podem assumir etapas que antes obrigavam o usuário a alternar entre várias plataformas.
Uma solicitação para organizar uma viagem, por exemplo, pode envolver pesquisa de destinos, comparação de hotéis e consulta a serviços de reserva em uma mesma experiência.
Para as empresas, a mudança cria uma nova questão de distribuição: se o consumidor passa a descobrir serviços por meio de um assistente, conquistar espaço nessa interface pode se tornar tão importante quanto atrair downloads para o próprio aplicativo.
Entender essa transformação exige conhecer as aplicações da IA e saber como elas podem ser incorporadas aos processos de trabalho. O Pré-MBA em Inteligência Artificial da EXAME Saint Paul é voltado a profissionais que já utilizam essas ferramentas em nível básico e querem aplicá-las de forma mais estratégica na carreira.
O treinamento reúne quatro aulas práticas on-line, três gravadas e uma ao vivo, com cerca de 20 ferramentas, incluindo ChatGPT, Claude, NotebookLM, Manus, ElevenLabs e HeyGen.
Ao concluir o programa, os participantes recebem certificado de conclusão e 30 dias de acesso ao Inner AI Pro, plataforma paga que reúne mais de 50 ferramentas. O valor é de R$ 37.