Entenda a diferença entre inovação e criatividade (Nitat Termmee/Getty Images)
Redatora
Publicado em 18 de agosto de 2026 às 11h24.
Durante anos, criatividade foi tratada como talento de nicho, algo reservado a quem trabalha com arte, design ou comunicação.
O relatório mais recente do Fórum Econômico Mundial sobre o futuro do trabalho desmonta essa ideia com dado, não com opinião: pensamento criativo está entre as cinco competências mais essenciais para qualquer profissional, em qualquer setor.
O Future of Jobs Report 2025, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial com base em respostas de centenas de grandes empregadores globais, mapeia as competências centrais mais exigidas pelo mercado hoje. Pensamento analítico segue na liderança, considerado essencial por sete em cada dez empresas.
Na sequência vêm resiliência, flexibilidade e capacidade de adaptação, depois liderança e influência social. Pensamento criativo aparece em quarto lugar, à frente até de motivação e autoconsciência.
Não é um dado isolado. O relatório também identifica quais competências crescem mais rápido em importância até 2030, e pensamento criativo entra nesse grupo de destaque, ao lado de inteligência artificial, big data e alfabetização tecnológica. Ou seja: criatividade não é só valorizada hoje, ela cresce no mesmo ritmo das competências mais associadas à transformação digital.
O relatório aponta 39% de todas as competências centrais do mercado de trabalho devem mudar até 2030. É um número alto, mas menor que os 44% registrados no levantamento anterior, o que sugere que empresas estão conseguindo antecipar melhor essas transformações com programas de capacitação contínua.
Faz sentido, então, que criatividade tenha ganhado esse espaço. Em um mercado onde a própria lista de competências técnicas muda de forma acelerada, a capacidade de pensar de forma original, resolver problemas sem manual pronto e se adaptar a cenários novos passa a valer mais do que dominar uma técnica específica que pode ficar obsoleta em poucos anos.
Se você estuda artes, design, música ou qualquer área criativa e já viveu na prática o tipo de liderança que o MIT leva para dentro da sala de aula, chegou a hora de transformar isso em reconhecimento nacional.
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