Carreira

De -US$ 11 milhões ao lucro: os 6 passos da virada financeira deste CEO

Damola Adamolekun usa estratégia financeira e gestão de riscos para reposicionar a rede e projeta lucro em 2026

 (Reprodução/LinkedIn)

(Reprodução/LinkedIn)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 14h30.

Tudo sobrePré-MBA em Finanças
Saiba mais

Pouco mais de um ano após declarar falência, a Red Lobster, uma das redes de frutos do mar mais tradicionais dos Estados Unidos, está se reerguendo sob o comando de Damola Adamolekun, ex-CEO da PF Chang’s e ex-banqueiro do Goldman Sachs.

Aos 36 anos, Adamolekun assumiu a missão de reestruturar uma empresa com sérios problemas operacionais e um rombo de US$ 11 milhões causado por promoções malsucedidas.

Agora, aposta em um plano agressivo de reestruturação com metas ambiciosas: lucro líquido positivo ainda no ano fiscal de 2026 e crescimento de 43% no EBITDA ajustado até 2027. As informações foram retiradas da Fortune.

Garanta sua vaga por R$ 37: para se inscrever no pré-MBA em Finanças Corporativas da EXAME + Saint Paul, basta clicar aqui

Gestão financeira como base da recuperação

Adamolekun não faz rodeios: "Assumi uma empresa falida e cheia de problemas", declarou em entrevista ao The CEO Playbook.

Para ele, reverter esse cenário exige mais do que carisma ou apelo de marca, exige decisões financeiras firmes, corte de ineficiências e foco em retorno sobre investimento.

Uma das primeiras medidas foi eliminar a polêmica promoção do “camarão à vontade”, que agradava clientes, mas gerava prejuízos milionários. “Eu sei fazer conta”, resumiu o CEO, em uma de suas falas mais diretas, justificando o fim da campanha que comprometeu a margem operacional da empresa.

Racionalização de custos e foco em eficiência operacional

Inspirado na reestruturação que liderou na PF Chang’s, onde elevou as receitas para US$ 1 bilhão mesmo durante a pandemia — Adamolekun agora aplica um plano de US$ 60 milhões para reformar unidades da Red Lobster, modernizar os restaurantes e corrigir falhas estruturais (como sistemas de ar-condicionado e mobiliário danificado), que comprometiam a experiência do cliente e a operação.

A prioridade é evitar novos fechamentos, a rede chegou a encerrar dezenas de unidades durante a recuperação judicial, e garantir rentabilidade unidade a unidade.

Transforme sua carreira: participe do pré-MBA em Finanças Corporativas e destaque-se no mercado com apenas R$ 37. Inscreva-se aqui.

Preço certo, margem saudável

Outro pilar da estratégia é o reposicionamento de preços. Ele é direto: "Devemos ser o melhor custo-benefício para lagosta, porque temos o melhor produto."

O discurso não é apenas de marketing, reflete uma abordagem de precificação baseada em valor, com estrutura de custos controlada e visão clara de margem.

É o tipo de gestão que exige domínio profundo de finanças corporativas: saber onde reduzir, onde investir e como entregar retorno mesmo em um cenário macroeconômico instável.

Risco calculado como motor de crescimento

Com histórico no mercado financeiro, o CEO enxerga risco como parte inerente à estratégia. “Investir é avaliar riscos, e você deveria administrar sua carreira da mesma forma”, afirmou.

Assumir uma empresa falida poderia ser visto como imprudente, mas Adamolekun avalia os riscos com frieza. Para ele, o que justifica um movimento ousado é a perspectiva de retorno. “O risco em si não é algo a ser evitado. Você só precisa de um retorno adequado”, conclui.

Aposta de alto impacto — e alta responsabilidade

A projeção de lucro em menos de dois anos após a falência é ousada, e exige execução precisa, controle rigoroso de indicadores financeiros e ajustes rápidos.

Adamolekun reconhece que o desafio é enorme, mas não tem medo de errar: “Algumas pessoas têm medo de metas ambiciosas porque temem o fracasso.

Eu não tenho esse medo. Faço o meu melhor e tento vencer”, disse à Fortune. Essa mentalidade de performance, aliada à disciplina financeira, é o que sustenta o plano de reerguer a Red Lobster como um case de virada histórica.

Esse treinamento ensina como gerenciar o orçamento de empresas

Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Foi de olho nisso que EXAME e Saint Paul decidiram liberar (com exclusividade e por tempo limitado) mais uma edição do Pré-MBA em Finanças Corporativas.

O treinamento é voltado para quem deseja aprimorar a gestão financeira e se destacar num mercado cada vez mais competitivo. Por isso, ao longo de quatro aulas virtuais, os participantes terão acesso a um conteúdo robusto, que inclui temas como análise financeira, planejamento estratégico e gestão de riscos.

Veja, abaixo, motivos para não ficar de fora dessa oportunidade imperdível.

  • Conteúdo relevante desenvolvido por especialistas da área;
  • Carga horária de três horas;
  • Programa atualizado e alinhado às demandas do mercado;
  • Certificado após a conclusão do treinamento;
  • Aulas virtuais, que incluem uma sessão de tira-dúvidas online;
  • Possibilidade de interação com outros profissionais da área;
  • Estudos de casos do mercado.

EU QUERO PARTICIPAR DE TREINAMENTO VIRTUAL COM CERTIFICADO SOBRE FINANÇAS.

Acompanhe tudo sobre:Branded MarketingBranded Marketing Finanças

Mais de Carreira

5 comportamentos que aumentam sua influência no trabalho — sem parecer manipulador

Como líderes estão usando IA para decidir melhor — sem abrir mão do fator humano

De um post no X a uma receita milionária: o negócio de paywalls que virou case de monetização

Por que ser ‘menos profissional’ pode tornar você mais produtivo e respeitado