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Como a Mondelēz quer dobrar de tamanho até 2030 com engajamento acima de 90% no Brasil

Com 8 mil colaboradores no Brasil e engajamento acima de 90%, empresa aposta na flexibilidade para crescer

 (Mondelez Brasil/Divulgação)

(Mondelez Brasil/Divulgação)

Publicado em 24 de julho de 2026 às 11h49.

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A Mondelēz Brasil, dona de marcas como Lacta, Oreo e Bis, quer dobrar de tamanho até 2030.

Para chegar lá, a empresa aposta menos em contratar em massa e mais em fortalecer a cultura interna. Com 8 mil colaboradores no país, a companhia registra taxa de participação acima de 90% em sua pesquisa de engajamento e índice de confiança na liderança na mesma faixa, segundo dados internos.

"A cultura é o que norteia a nossa ambição de dobrar de tamanho. Para a empresa crescer como é o nosso objetivo, a gente precisa ter uma cultura muito poderosa e que faça com que os nossos colaboradores cresçam junto com a gente", diz Letícia Araújo, líder de Cultura, Engajamento e Gestão de Talentos da Mondelēz no Brasil.

Um dos pilares dessa estratégia é o Match & Grow, programa de gigs que conecta colaboradores de diferentes áreas e países para projetos de desenvolvimento fora de sua atuação original. A iniciativa nasceu como piloto no Brasil e no México em 2022 e, depois dos resultados obtidos nas duas operações, foi expandida para todas as unidades globais da companhia.

A manhã sem reunião e a tarde livre da sexta

Toda sexta-feira, a Mondelēz recomenda que os times não marquem reuniões pela manhã. É a Sexta de Foco, pensada para que os colaboradores produzam análises e materiais sem interrupções. À tarde, entra em cena a Sexta Flex: quem tem banco de horas pode encerrar o expediente mais cedo, de acordo com o que tem disponível.

Araújo usa o benefício na prática. Mãe de um filho de 2 anos, ela aproveita as tardes de sexta para viajar a Belo Horizonte, sua cidade natal. Segundo levantamento interno, 96% dos participantes avaliam que a Sexta Flex contribui positivamente para o engajamento, e 86% dizem que a Sexta de Foco melhora concentração e produtividade.

"Se eu puder escolher um programa entre todos que existem hoje na Mondelēz, seria a questão da flexibilidade. Foi um dos fatores decisórios para eu vir para a empresa", diz Leticia. Segundo ela, a companhia também orienta os times a não enviarem e-mails ou contatarem colegas por telefone e Teams fora do horário de trabalho.

Um cardápio de 200 cursos para sustentar o crescimento

Do lado do desenvolvimento, a Mondelēz oferece mais de 200 opções de cursos em plataformas como Workday, Coursera e LinkedIn, além de treinamentos internos voltados a habilidades técnicas, idiomas e mindfulness.

A empresa também mantém os programas Essentials e Inspire, iniciativas anuais para capacitar gestores recém-promovidos e colaboradores recém-contratados.

"A gente usa muito esse benefício do multicultural, porque a diversidade de culturas agrega e traz esse poder para a nossa cultura", diz Araújo, referindo-se à presença da Mondelēz em mais de 150 países.

Apoio que vai além do plano de saúde

A companhia também estruturou um programa de bem-estar que cobre apoio psicológico, financeiro e jurídico, estendido aos dependentes dos colaboradores. Segundo Araújo, a lógica é olhar para a pessoa de forma integral.

"A gente sabe que quando um funcionário tem algum problema em casa, um problema financeiro ou jurídico, isso impacta diretamente a alta performance. Por isso temos esse cuidado de oferecer todo esse apoio", explica a executiva.

Entre os benefícios ligados à parentalidade, a Mondelēz oferece licença estendida de até 180 dias para mulheres e 28 dias para o segundo cuidador, além de acompanhamento da área de saúde durante a gestação e apoio em processos de adoção. A empresa mantém ainda um grupo de afinidade voltado a mulheres em liderança, com um programa de madrinhas para apoiar o retorno de licença maternidade, e lactários tanto nos escritórios quanto nas fábricas.

Para Leticia, o crescimento pretendido pela empresa até 2030 depende diretamente dessas engrenagens. "Quando criamos um ambiente em que os colaboradores prosperam e se sentem parte da construção do negócio, geramos valor para todos: pessoas, consumidores, clientes e sociedade", diz.

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