Carreira

A morte da carreira

A crise internacional põe em xeque a carreira tradicional e surgem novas trajetórias profissionais

Profissionais estão priorizando ascensão de carreira na escolha de trabalho (Thinkstock)

Profissionais estão priorizando ascensão de carreira na escolha de trabalho (Thinkstock)

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Da Redação

Publicado em 27 de maio de 2014 às 16h44.

São Paulo - Nessa crise internacional, na qual grande parte do mundo ainda se encontra imersa, ficou evidente que, após uma longa agonia, finalmente morreu a carreira profissional — entendida como a progressão ascendente no tempo e na organização.

Nesse novo contexto, cresce e se destaca o conceito das trajetórias profissionais — a sequência de ocupações profissionais, adaptadas a situações e circunstâncias concretas, que a pessoa tem ao longo do tempo. Esse movimento nem sempre é linear e não requer progressões contínuas para seu sucesso.

Também não está à espera de outros decidirem pela pessoa, mas, sim, que cada um tome o controle de sua vida e de seu desenvolvimento profissional como parte dessa vida. Nas trajetórias, não se trata de correr nem de se comparar com outros com o intuito de concorrer e ganhar, mas, sim, de desfrutar do caminho e de conseguir objetivos pessoalmente valiosos.

Esse novo contexto ainda convive com os velhos esquemas e as antigas regras de jogo das já defuntas carreiras. Esses paradigmas estipulavam que o certo era trabalhar durante longas horas, acumular conhecimento político da organização e se tornar imprescindível no cargo. Mas muito dessas coisas é irrelevante agora.

O que contribui para o correto desenvolvimento das trajetórias profissionais? Há dois pontos principais: enfrentar novos desafios e dar e receber apoio. Os desafios são importantes para desenvolver maior capacidade de ação e para pensar estratégias que tornem valiosa a contribuição de cada um. O apoio serve para enfrentar com confiança e autoestima as novas e complicadas situações.

É possível promover o desafio vivendo a polivalência e a diversidade de experiências. Já o apoio deve vir de uma enriquecedora rede de relações pessoais, familiares, lúdicas e profissionais, que permita a melhoria do conhecimento próprio e o desenvolvimento das capacidades.

Desafio e apoio são as duas faces de uma mesma moeda. A moeda de troca para continuar avançando na trajetória profissional e vital. Desse modo, cada pessoa poderá colocar seu contexto profissional no de sua vida, fazer com que ambos criem sinergias no lugar de interferências.

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