Estudo: aprendizado no ambiente digital deve aproveitar todas as opções que a tecnologia permite, muito além da produção do conteúdo e o compartilhamento (Irina_Strelnikova/Getty Images)
Victor Sena
Publicado em 9 de novembro de 2020 às 12h58.
Última atualização em 17 de novembro de 2020 às 14h10.
Para Michele Parmelee, vice-CEO e líder de pessoas da Deloitte Global a pandemia trouxe para as empresas a necessidade de adaptar os programas de aprendizado e as habilidades dos funcionários. Tudo isso atravessado pela digitalização.
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Em um artigo assinado no site Fast Company, a executiva lista cinco dicas de como os programas de treinamento de pessoal precisam mudar. E isso vai além de colocar cursos nas plataformas digitais.
Para Michele, o aprendizado digital precisa ser personalizado, dentro do fluxo de trabalho e não tão focado em ferramentas.
Com a pandemia, programas presenciais e com datas definidas para treinamento caíram por terra nas empresas. E isso foi bom, na opinião da vice-CEO da Deloitte.
A melhor forma de investir na capacitação é criar eventos durante o fluxo cotidiano de trabalho, no momento certo. As equipes devem ter o famoso “timing”.
Na prática, as empresas precisam de uma mentalidade que troque os eventos isolados por uma dinâmica de trabalho que favoreça o aprendizado naturalmente.
Em vez de focar em treinamentos e cursos sobre habilidades que são datadas devido ao desenvolvimento da tecnologia, a executiva defende focar nas chamadas “soft skills”. Elas incluem inteligência emocional e habilidades de adaptação.
“Trata-se de equipar os funcionários com as habilidades de que precisam para rastrear informações relevantes, aplicar conhecimentos anteriores e trabalhar e liderar equipes diversas”, explica no artigo.
Segundo ela, são essas características que garantem o sucesso de uma habilidade técnica.
O aprendizado no ambiente digital deve aproveitar todas as opções que a tecnologia permite, muito além da produção do conteúdo e o compartilhamento.
Por exemplo: a empresa deve adotar plataformas que tenham recursos digitais amplos, como “trilhas” de estudo, espaço para discussões e funcionem como redes sociais. Assim, o apelo entre os colaboradores e o sucesso do aprendizado é melhor.
Em um mundo pré-pandemia, as opções de aprendizagem digital nas empresas serviam como complemento e ficavam à órbita de programas presenciais.
Com a digitalização forçada causada pelo isolamento social, o desafio das empresas é qualificar seu ensino à distância, se esforçando para levar os benefícios de encontros presenciais para dentro do ambiente digital. Segundo Michele Parmelee, esses benefícios são: colaboração, storytelling e impacto.
Com a flexibilização de horários e rotinas de trabalho devido ao home office, os programas de treinamento também devem abrir mão de uma estrutura rígida e focar na personalização e no aprendizado sob demanda.
Isso inclui o incentivo para a experimentação em habilidades técnicas, em vez de um treinamento formal.
Para funcionar, porém, essa estrutura sob demanda exige que os caminhos para acessar o aprendizado estejam claros para os funcionários, com ambientes digitais que tenham boa experiência do usuário e canais de comunicação intuitivos com os líderes.