Podcast A+: O pior momento da pandemia no Brasil. E agora?

Na semana mais letal da Covid-19 no país, o A+ entrevista a microbiologista Natalia Pasternak sobre o agravamento da crise sanitária e os desafios da vacinação

O novo episódio do Podcast A+ debate o pior momento da Covid-19 no Brasil. Esta semana, que se encerra, é a mais letal no país desde o início da pandemia, com recordes de mortes diárias sendo quebrados seguidamente e se aproximando da marca de 2 mil óbitos por dia. A média móvel de mortes diárias segue acima de mil desde o dia 20 de janeiro.

A escalada da doença no Brasil, que já tirou mais de 262 mil vidas, reforça a posição do país na contramão do mundo, onde a média de mortes tem recuado. Segundo o Imperial College, da Inglaterra, a taxa de transmissão por aqui subiu para  1,13 – o que significa que cada grupo de 100 infectados contamina outras 113 pessoas.

Diferentemente da primeira onda, que se espalhou pelo país em diferentes tempos, a segunda onda da Covid-19 atinge fortemente todas as regiões – o que tem sobrecarregado o sistema de saúde no brasil inteiro, com as redes pública e privada à beira do colapso em vários estados. Em resposta ao agravamento da crise, governos estaduais e municipais têm decretado novas medidas restritivas.

São Paulo determinou o fechamento de serviços não essenciais por 15 dias. Minas Gerais colocou 60 cidades em lockdown. No Rio de Janeiro, bares, restaurantes e o comércio em geral terão horários reduzidos. Já são 23 estados e o Distrito Federal com ações para tentar frear o contágio e desafogar os hospitais.

Enquanto isso, a vacinação – que é a principal arma para vencer o vírus e tem sido a  responsável pela desaceleração da pandemia em boa parte do mundo – caminha a passos lentos no Brasil. Menos de 4% da população já receberam a primeira dose. A Fundação Oswaldo Cruz afirma que, com a chegada de insumos da China e previsão de novas remessas nas próximas semanas, vamos ter dezenas de milhões de brasileiros vacinados em abril.

Além da CoronaVac, do Instituto Butantan, e do imunizante de Oxford/Astrazeneca, da Fiocruz, o Ministério da Saúde anunciou um acordo para comprar 100 milhões de doses da vacina da Pfizer/Biontech. Outra negociação em andamento é com a Janssen, do grupo Johnson & Johnson, para o fornecimento de 38 milhões de doses no segundo semestre. O governo brasileiro afirmou ter garantido ainda 20 milhões de doses da indiana Covaxin, 8 milhões já para março, quando também devem chegar 400 mil doses da russa Sputnik.

Para conversar sobre o agravamento da crise sanitária no brasil, o Podcast A+ entrevistou a microbiologista Natalia Pasternak, que é pesquisadora do Instituo de Ciências Biomédicas da USP e presidente do Instituto Questão de Ciência. A cientista destacou as medidas necessárias para combater a alta da doença e apontou os desafios para a vacinação avançar. Com mediação do jornalista Rafael Lisbôa, o bate-papo contou com a participação do analista político Alon Feuerwerker e de Gabriela Wolthers, sócia da FSB Comunicação. A edição é de Guilherme Baldi.

Escute abaixo o episódio, e ainda pelo Spotify ou Apple Podcasts.

 

O Podcast A+ faz parte da plataforma Bússola, uma parceria entre a Revista Exame e o Grupo FSB.

Assine os Boletins da Bússola

Siga Bússola nas redes:  InstagramLinkedin  | Twitter  |   Facebook   |  Youtube 

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 3,90/mês
  • R$ 9,90 após o terceiro mês.

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

exame digital anual

R$ 99,00/ano
  • R$ 99,00 à vista ou em até 12 vezes. (R$ 8,25 ao mês)

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

Já é assinante? Entre aqui.