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Por Rita Knop*

Liberdade é a condição daquele que é livre, ou seja, é a capacidade de um indivíduo agir por si próprio.

No setor de energia elétrica, a compreensão da palavra remete ao mercado livre, que nada mais é do que um ambiente de negociação em que todos os participantes têm a chance de acordarem todas as condições comerciais incluindo preço, quantidade de energia contratada, período de abastecimento e condições de pagamento, entre outros pontos, sem vínculo obrigatório com o atual fornecedor de energia.

No início do ano, o Brasil deu um importante passo para estimular a migração ao mercado livre. A partir de agora, todos os clientes conectados em média e alta tensão (Grupo A), com consumo em torno de 30 kW e contas de R$ 5 mil ou mais, podem ingressar no Ambiente de Contratação Livre (ACL). Além de escolherem o fornecedor de preferência, os clientes têm espaço para livre negociação da prestação do serviço de energia, os valores de suas contas, com atendimento especializado. A novidade atende, principalmente, a pequenas e médias empresas, com padarias, hospitais e fábricas. 

Além da possibilidade de fecharem contratos que podem chegar a oferecer uma redução de até 35%, em relação à tarifa cobrada até então, as comercializadoras de energia têm nas mãos uma grande de oportunidade de aquecer a economia de quem está enquadrado no Grupo A. De acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), esse grupo soma 164 mil unidades consumidoras, sendo que quase 38 mil já estão no mercado livre, e já temos 14,6 mil já pediram para migrar, com uma expectativa de mais 20 mil em 2024 tem potencial para aderir à modalidade. 

Isso porque os valores obtidos com a redução na conta de energia elétrica podem se transformar em investimento para a ampliação dos negócios. Uma economia disponível para outros fins seja para expansão da carteira de clientes, contratação de funcionários ou compra de novos equipamentos. Nesse sentido, o novo mercado de energia tem tudo para ser uma mola propulsora de crescimento desses empreendedores que antes se viam impossibilitados de negociar seus contratos. 

Na Europa e nos Estados Unidos, o mercado livre de energia já é bem mais desenvolvido, com a participação inclusive de clientes residenciais. No Brasil, espera-se um amadurecimento do mercado de pequenas e médias empresas, evoluindo com regras claras no setor para uma futura abertura do mercado aos clientes atendidos na baixa tensão.  

Além da oportunidade de escolha, o novo mercado de energia traz boas perspectivas para a economia como um todo, na medida em que estimula a concorrência, avança na criação e na oferta de produtos e soluções para as comercializadoras atenderem a outras necessidades dos clientes, como a descarbonização de seus processos.

Com a previsão de uma dinâmica migratória envolvendo pequenas e médias empresas, obrigatoriamente representadas por comercializadoras de energia, a expectativa é também de que a energia limpa impulsione a transformação do setor.

Isso porque em processos de abertura do mercado de energia, destacam-se as empresas que deixam de ser simplesmente fornecedores de energia e passam a ser um assessor energético para a prestação de novos produtos e serviços a fim de deixar a cadeia produtiva de seus clientes ainda mais sustentável. 

Em uma sociedade, que incorporou novos hábitos de consumo e que cada vez mais exige das empresas práticas inovadoras com foco na redução das emissões de carbono, torna-indispensável às comercializadoras transformar e antecipar as demandas do futuro no setor elétrico com soluções sustentáveis. Nesse sentido, sairá na frente quem aliar liberdade de escolha a produtos e serviços diferenciados para estimular a competição tornando esse novo mercado ainda mais atrativo e com foco individualizado às necessidades de cada cliente.

*Rita Knop, Diretora Comercial da Neoenergia.

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