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Carolina Fernandes: Qual é a verdadeira humanização nas redes sociais?

Conteúdo que você publica faz com que as pessoas te sigam nas redes, comentem em seus posts, encaminhem para outras pessoas

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Interação direta não pode ser ignorada (Alistair Berg/Getty Images)

Interação direta não pode ser ignorada (Alistair Berg/Getty Images)

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Publicado em 16 de setembro de 2022 às, 16h59.

Por Carolina Fernandes*   

É curioso falarmos de “humanização” em conteúdos feitos por seres humanos e para seres humanos. Na internet, você encontra inúmeros materiais falando sobre ações “humanizadas”, desde atendimento ao cliente até relações de trabalho. Para cada situação, há uma série de práticas que têm a ver com essa tal humanização. Mas e quando se trata de redes sociais, o que o termo quer dizer, realmente? 

Por um lado, é possível pensar que o contato exclusivamente online tira um pouco da conexão que surge do olho no olho ou outros tipos de experiências presenciais. Contudo, as redes sociais criaram uma nova maneira de se conectar, e saber como fazer isso nesse ambiente é o diferencial que leva à humanização. 

A “conexão virtual” precisa seguir regras próprias para funcionar. Primeiro, é imprescindível que todo conteúdo seja direcionado a públicos específicos, já que ninguém se conecta com posts genéricos demais. Depois, é importante planejar estrategicamente o cronograma, tanto para que os conteúdos alcancem as pessoas certas nos melhores momentos, quanto para analisar constantemente o que funciona e o que não está dando certo. 

Outro ponto que não pode ser ignorado é o da interação direta. Ela deve ser próxima, cuidadosa e personalizada. Não se trata só de um bom atendimento – nas redes sociais, existem conversas com marcas como existem conversas com pessoas. 

Ou seja, as empresas que desejam se inserir nas redes precisam entender que estão se inserindo em um contexto social. Por isso, devem agir de acordo. 

O que isso significa? Em suma, que o foco é exatamente esse: o social. A divulgação de produtos e serviços podem e devem acontecer, porém não com aquela cara de catálogo, afinal, ninguém se conecta com um catálogo! 

É por meio do conteúdo que você publica que faz com que as pessoas te sigam nas redes, comentem em seus posts, encaminhem para outras pessoas ou até mesmo salvem para uma leitura futura. 

O principal para alcançar a humanização é lembrar que, do outro lado da tela, sempre haverá uma pessoa. O usuário que está acessando o seu perfil é alguém com sentimentos, desejos, receios e tudo mais, não um mero “visualizador”. Da mesma forma, o profissional que trabalha com redes sociais deve ter esse olhar mais atento a essas questões, mesmo utilizando algumas ferramentas em seu trabalho, o uso excessivo de filtros, templates, banco de imagens na maioria das vezes desconectam da realidade e distanciam. 

É compreensível que a correria do dia a dia e a luta para crescer acabem atrapalhando essa relação. Mas é fundamental para qualquer empresa entender que a venda não surge sem uma jornada de aproximação com a marca por parte do consumidor. 

Na maioria das vezes, não há crescimento sustentável sem antes existir conexão. E, num mundo digital, essa conexão também precisa ser online. Interação, afinidade, relacionamento: é isso que define a verdadeira humanização, nas redes sociais. 

*Carolina Fernandes é CEO da Cubo Comunicação, palestrante, especialista em marketing & comunicação 

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