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Vice do BB assume como secretário da Fazenda, diz fonte

Paulo Rogério Caffarelli assumirá o segundo posto mais importante da pasta


	Paulo Rogério Caffarelli: ele terá como missão reaproximar o governo da presidente Dilma Rousseff do setor privado
 (Viviane Vilela/Você S.A.)

Paulo Rogério Caffarelli: ele terá como missão reaproximar o governo da presidente Dilma Rousseff do setor privado (Viviane Vilela/Você S.A.)

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Da Redação

Publicado em 6 de fevereiro de 2014 às 07h07.

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São Paulo - O governo federal anuncia nesta quinta-feira que o vice-presidente de Atacado, Negócios Internacionais e Private Bank do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, assumirá o segundo posto mais importante do Ministério da Fazenda, disse à Reuters uma fonte com conhecimento direto do assunto.

Com o objetivo de melhorar as relações com o setor privado e atrair investimentos para o país, Caffarelli assume a secretaria-executiva do Ministério no lugar de Dyogo Oliveira, que ocupa o cargo como interino desde a saída de Nelson Barbosa do cargo, em junho passado.

Como braço direito do ministro Guido Mantega, Caffarelli terá como missão reaproximar o governo da presidente Dilma Rousseff do setor privado, relação que ficou chamuscada nos últimos anos com a combinação de baixo crescimento econômico e piora das contas públicas.

A primeira missão será tentar atrair capital privado, doméstico e principalmente do exterior, para investimentos em infraestrutura, assumindo em parte o papel hoje desempenhado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Nesse sentido, a nomeação visa aproveitar o trânsito de Caffarelli nos meios empresarial e financeiro, especialmente na formatação de grandes projetos, como os de infraestrutura. "A nomeação é um sinal para o mercado", disse a fonte, que pediu anonimato porque o assunto ainda não é público.

O governo vem tentando reconquistar a credibilidade do mercado na capacidade de aplicar austeridade fiscal, à medida que se aproxima a eleição presidencial, em outubro. A rápida erosão das finanças públicas do país nos últimos dois anos alarmou investidores, elevando temores de um rebaixamento do rating da dívida.

O ceticismo cresceu após medidas do governo para conseguir receitas extraordinárias para obter o superávit primário do setor público em 2012 e 2013.

Um substituto para Caffarelli no BB ainda não foi definido. Consultado, o BB não se manifestou sobre o assunto. A Reuters não conseguiu contato com o Ministério da Fazenda.

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