União Brasil, MDB e PSDB discutem candidatura única à Presidência

Presidente do Podemos, partido de Sergio Moro, não foi convidada para o encontro
 (TSE/Divulgação)
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Por Agência O GloboPublicado em 15/03/2022 10:56 | Última atualização em 15/03/2022 10:56Tempo de Leitura: 3 min de leitura

Mesmo com o fracasso da federação partidária, dirigentes do União Brasil, MDB e PSDB fizeram uma nova reunião no último domingo e decidiram continuar as tratativas em busca de uma candidatura única à presidência da República, que representará a 'terceira via' na disputa. A ideia é definir os critérios para a escolha do nome a partir de abril, após o período da janela partidária. Conforme antecipou o GLOBO, a definição deve ocorrer até junho.

Apesar de uma parte do grupo cogitar atrair o ex-ministro Sergio Moro como possível aliado, a presidente do Podemos, Renata Abreu, não foi convidada para o encontro, assim como ocorreu em outras ocasiões.

As reuniões entre Baleia Rossi (MDB), Luciano Bivar (União Brasil) e Bruno Araújo (PSDB) têm sido realizadas esporadicamente com o objetivo de demonstrar união entre as siglas como alternativa às postulações de Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no momento à frente nas pesquisas.

Desde o início, eles deixaram claro a intenção de formar um grupo que pudesse ter um nome consensual e competitivo na disputa. A escolha deve se basear, entre outras coisas, nas pesquisas de intenção de voto.

"Tive ontem mais uma conversa com os presidentes Luciano Bivar (União Brasil) e Bruno Araújo (PSDB). A partir de abril, devemos nos reunir de novo para estudar critérios de escolha de um nome único ao Planalto. O MDB defende e defenderá Simone Tebet", escreveu Baleia Rossi, no Twitter.

Conforme o GLOBO antecipou na semana passada, o presidente do União Brasil, Luciano Bivar, lançou a ideia de uma eleição interna para escolher um candidato único ao Palácio do Planalto. A proposta, de autoria do líder do União Brasil na Câmara dos Deputados, Elmar Nascimento (BA), seria a formação de uma espécie de colégio eleitoral.

Segundo essa ideia, cada uma dessas legendas inscreveria um postulante à Presidência da República. A partir daí, a escolha seria feita pelo voto de candidatos a deputado, senador e governador em cada estado. O modelo, no entanto, só deve ser definido de fato após o período da janela partidária, que termina em abril.

Até agora, entre os partidos envolvidos, a senadora Simone Tebet (MDB) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), foram lançados como pré-candidatos. O União ainda não definiu candidato. Paralelamente, o nome de Sergio Moro não é consensual como possível representante do bloco.