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TCU deve conceder mais tempo para Dilma explicar pedaladas

Com a decisão, a apreciação das contas de Dilma, que pode precipitar um processo de impeachment no Congresso, deve ficar para setembro ou ainda depois disso


	Dilma Rousseff: o ministro Augusto Nardes, relator do processo na Corte, vai propor em plenário que Dilma seja novamente provocada para que se pronuncie sobre irregularidades que não constaram da notificação enviada a ela em junho
 (Ueslei Marcelino/Reuters)

Dilma Rousseff: o ministro Augusto Nardes, relator do processo na Corte, vai propor em plenário que Dilma seja novamente provocada para que se pronuncie sobre irregularidades que não constaram da notificação enviada a ela em junho (Ueslei Marcelino/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 12 de agosto de 2015 às 15h42.

Brasília - O Tribunal de Contas da União (TCU) deve conceder na tarde desta quarta-feira, 12, mais tempo para que a presidente Dilma Rousseff se pronuncie sobre irregularidades nas contas do governo em 2014.

O ministro Augusto Nardes, relator do processo na Corte, vai propor em plenário que Dilma seja novamente provocada para que se pronuncie sobre irregularidades que não constaram da notificação enviada a ela em junho.

O pedido de Nardes será submetido aos demais ministros, que terão de aprová-lo. À reportagem, ele disse que o prazo proposto será o mínimo possível: "De oito a dez dias".

Com a decisão, a apreciação das contas de Dilma, que pode precipitar um processo de impeachment no Congresso, deve ficar para setembro ou ainda depois disso.

A prorrogação da sessão atende ao interesse do Planalto, que aposta no esfriamento da crise política antes de o TCU deliberar em definitivo a respeito da matéria.

A nova notificação atende a pedido do Senado, que, como revelou o jornal O Estadode S. Paulo aprovou requerimento pedindo que o TCU conceda mais prazo.

O requerimento foi apresentado pelo senador Otto Alencar (PSD-BA) na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle, sendo aprovado em votação simbólica.

O documento solicita que o TCU provoque novamente a presidente para que ela preste esclarecimentos sobre irregularidades que não constaram da notificação original, enviada em junho.

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