Brasil

Solidariedade entra com ação para impedir viagem de Dilma

As acusações de improbidade administrativa e prevaricação buscam impedir a viagem que a presidente fará a Nova York amanhã


	Dilma Rousseff: segundo interlocutores, Dilma usará o evento para denunciar o processo de impeachment como um golpe
 (REUTERS/Adriano Machado)

Dilma Rousseff: segundo interlocutores, Dilma usará o evento para denunciar o processo de impeachment como um golpe (REUTERS/Adriano Machado)

DR

Da Redação

Publicado em 20 de abril de 2016 às 18h28.

Priorizar nos meus resultados Google

Brasília - O partido Solidariedade ingressou, nesta quarta-feira, 20, com uma ação civil e uma interpelação criminal contra a presidente Dilma Rousseff, na Justiça Federal e no Supremo Tribunal Federal (STF).

As acusações de improbidade administrativa e prevaricação buscam impedir a viagem que a presidente fará a Nova York amanhã, para a abertura de um evento da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo interlocutores, Dilma usará o evento para denunciar o processo de impeachment como um golpe à democracia.

A sigla requer medida liminar para determinar que Dilma "se abstenha de utilizar tais organismos internacionais para fins estritamente pessoais, sob pena da condenação, para impor restrição de direitos políticos e obrigação de ressarcir os cofres públicos com todos os gastos efetuados nestas viagens".

O presidente do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força, também protocolou uma ação popular na Justiça Federal do Distrito Federal, com as mesmas justificativas das outras ações duas apresentadas hoje pela legenda.

"Esta iniciativa, além de manchar a imagem brasileira perante essas importantes organizações diplomáticas, trará impactos negativos para a economia nacional, sem falar na imoralidade e improbidade da utilização de ambiente institucional cativo da Presidência da República e de recursos financeiros públicos para custear este passeio com objetivos claramente pessoais. A alegação de golpe atinge também a imagem do Supremo Tribunal Federal, o qual, até o presente momento, exerceu o controle judicial de todos os atos referentes ao processo", diz o texto.

Está marcada para às 9h30 desta quinta-feira, 21, a decolagem da presidente Dilma e sua equipe para Nova York. A chegada está prevista para as 19h30, hora local.

O vice-presidente Michel Temer assumirá o cargo interinamente. Temer, que tem sido criticado e chamado de "traidor" por Dilma, deve permanecer em São Paulo, sem agendas externas. Dilma só retorna ao Brasil na madrugada de sábado para domingo.

Na agenda da presidente Dilma nos Estados Unidos, além da reunião na ONU, estão previstas duas entrevistas.

Acompanhe tudo sobre:Dilma RousseffPersonalidadesPolíticosPolíticos brasileirosPT – Partido dos TrabalhadoresPolítica no BrasilPaíses ricosEstados Unidos (EUA)ONUSupremo Tribunal Federal (STF)

Mais de Brasil

Fim da escala 6x1: Senado prepara PEC para deixar categorias fora das regras

Super El Niño 2026: estudo projeta 26,7 mil mortes por calor no Brasil

Perdão de dívida do MEI: ministro diz que programa pode arrecadar até R$ 4 bilhões

Fuga de Flávio impacta apoio ao bolsonarismo até mesmo em Santa Catarina