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Senadores acreditam que PEC das eleições diretas não deve vingar

O senador Alvaro Dias (PV-PR) declarou que não acredita que não haverá tempo para trabalhar essa PEC

Senado: "Sem vender falsa ilusão, eu creio que não haverá tempo para a PEC" (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Senado: "Sem vender falsa ilusão, eu creio que não haverá tempo para a PEC" (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 31 de maio de 2017 às 17h04.

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A PEC que prevê eleições diretas em caso de afastamento de presidente e vice foi aprovada na manhã desta quarta-feira, 31, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Ainda assim, alguns senadores duvidam que o projeto tenha prosseguimento no Congresso ou valha de fato para antecipar as eleições presidenciais de 2018.

"Sem vender falsa ilusão, eu creio que não haverá tempo para a PEC. Estamos no limite, trabalhamos contra o relógio. Eu acredito que não há tempo de trabalhar essa PEC para que as eleições aconteçam antes do período constitucional, que é de 2018", opinou o senador Alvaro Dias (PV-PR).

O senador José Medeiros (PSD-MT) acredita que a PEC é casuística e busca modificar a lei em benefício de alguns políticos. Ele prevê contestações jurídicas no Supremo Tribunal Federal (STF) e dificuldades de tramitação no Congresso.

"Para mim as pessoas correm para aprovar essa PEC numa operação disfarçada de "Volta, Lula". Dá até náusea de ver como algumas pessoas têm dificuldade de respeitar a lei. Quando a lei não lhe beneficia, tenta moldar a lei", afirmou.

O senador relembrou que a PEC precisa ser aprovada em dois turnos, com quórum qualificado (3/5 dos votos) no Senado e na Câmara.

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