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SP admite entraves para compra de energia de biomassa

O secretário da Agricultura de SP admitiu que o governo está com dificuldades para realizar leilões de compra de energia elétrica gerada a partir da biomassa


	Leilões de energia elétrica a partir da biomassa: incentivo para as usinas de açúcar e etanol que produzem energia elétrica excedente com o bagaço e a palha de cana
 (Elza Fiuza/ABr)

Leilões de energia elétrica a partir da biomassa: incentivo para as usinas de açúcar e etanol que produzem energia elétrica excedente com o bagaço e a palha de cana (Elza Fiuza/ABr)

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Da Redação

Publicado em 7 de agosto de 2015 às 15h38.

Ribeirão Preto, SP - O secretário da Agricultura do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, admitiu nesta sexta-feira, 7, que o governo paulista tem encontrado dificuldades para realizar leilões de compra de energia elétrica gerada a partir da biomassa.

A ideia desses leilões foi lançada no começo de 2015 como uma forma de incentivar principalmente as usinas de açúcar e etanol que produzem energia elétrica excedente a partir do bagaço e da palha de cana e que enfrentam dificuldades de comercializá-la nos leilões federais por causa dos preços.

Segundo Jardim, o maior entrave encontrado é o fato de empresas públicas que seriam demandadoras da energia negociada nos pregões já possuírem contratos de fornecimento com outras companhias. Entre elas, citou Jardim, estão a Sabesp e o Metrô.

"O secretário (de Energia, João Carlos) Meirelles tenta compatibilizar esses contratos para termos uma massa compradora que fundamente fazermos um leilão especifico", disse. "A expectativa é que um estudo nesse sentido seja anunciado durante a Fenasucro, no dia 26". O evento ocorre em Sertãozinho (SP).

O secretário da Agricultura de São Paulo criticou o leilão para a compra de energia elétrica de reserva de fontes renováveis marcado pelo governo para o final deste mês.

Segundo ele, além de o leilão colocar a biomassa juntamente com outras fontes de energia alternativas, como a eólica, os preços de referência, de R$ 148 por megawatt-hora (MWh), são considerados muito baixos.

"Nesses leilões, quem apresenta o menor custo de geração acaba levando vantagem. Mas isso não deveria ocorrer, porque a energia eólica, apesar de ser mais barata para gerar, tem um custo muito maior para chegar ao mercado consumidor", disse.

"Esse preço do leilão de agosto não remunera, e poucas usinas e empresas de geração a partir da biomassa vão apresentar as propostas", concluiu Jardim.

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