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PT fecha acordo com PSB e Ciro Gomes sofre mais um revés

Candidato do PDT à Presidência tentava atrair o PSB e agora deve contar com apoio de poucos diretórios do partido, como Distrito Federal e Espírito Santo.

Ciro perdeu também o apoio do Centrão para o presidenciável tucano Geraldo Alckmin (Sergio Lima/Bloomberg/Bloomberg)

Ciro perdeu também o apoio do Centrão para o presidenciável tucano Geraldo Alckmin (Sergio Lima/Bloomberg/Bloomberg)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 1 de agosto de 2018 às 17h34.

Última atualização em 1 de agosto de 2018 às 17h37.

Brasília - A Executiva Nacional do PT está reunida na tarde desta quarta-feira, 1, em Brasília e deve anunciar ainda hoje os termos de um acordo eleitoral com o PSB. O PT vai retirar a candidatura da vereadora do Recife Marília Arraes ao governo de Pernambuco, o que levará o partido a um apoio ao governador Paulo Câmara, tratado entre os socialistas como a joia da coroa.

Com isso, o PSB deverá optar pela neutralidade na disputa nacional, liberando os seus diretórios a se aliarem a candidatos do PT, em cerca de 14 Estados, inclusive em Minas Gerais, onde o ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda poderá ficar sem legenda.

"Com esse gesto do PT, não vai ter nenhuma disputa no domingo. Posso garantir que vamos optar pela neutralidade", disse o deputado Julio Delgado (PSB-MG). O PSB marcou sua convenção nacional para domingo, dia 5, para decidir sua posição nas eleições de 2018.

O acordo representa mais um revés para o candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, que tentava atrair o PSB e agora deve contar com apoio de poucos diretórios do partido, como Distrito Federal e Espírito Santo. Ciro perdeu também o apoio do Centrão para o presidenciável tucano Geraldo Alckmin.

Em São Paulo, o governador Márcio França (PSB), candidato à reeleição, ficará liberado para apoiar o pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, o ex-governador Geraldo Alckmin.

Apesar das tratativas, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, disse à reportagem que uma decisão do partido só será formalizada neste domingo, na convenção nacional da sigla. "Ainda não decidimos nada, o que o PT nos pede é o apoio e só vamos decidir isso no dia 5", emendou.

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