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Polícia Civil de SP faz operação contra produtora de 'Dark Horse'

Polícia investiga uso de verba da Prefeitura de São Paulo para financiar o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro

 (Divulgação/-)

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Publicado em 1 de junho de 2026 às 10h08.

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta segunda-feira, 1º, uma operação contra Karina Ferreira da Gama, dona da produtora responsável pelo filme "Dark Horse", que retrata a biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Karina é investigada pelo suposto desvio de recursos da Prefeitura de São Paulo na execução de um programa de Wi-Fi na capital paulista.

O Instituto Conhecer Brasil (ICB), que também pertence à empresária, foi contratado por R$ 108 milhões para executar o programa "Wi-Fi Livre".

Todavia, segundo informações da Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-SP), a entidade recebeu repasses municipais sem realizar a execução completa do projeto e sem possuir experiência prévia na área.

As irregularidades levantaram suspeitas do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) sobre possível desvio de verbas.

“Embora o cronograma original impusesse a entrega de 5.000 pontos de conectividade até o mês de junho de 2025, a entidade instalou apenas 3.200 pontos. Para ocultar a mora e legitimar o atraso reiterado, foram celebrados três termos aditivos em curtíssimos intervalos de dias. Paralelamente, constatou-se que a administração municipal realizou a antecipação de pagamentos na vultosa quantia de R$ 26.000.000,00 sem a devida contraprestação, incluindo repasses superiores a R$ 11.000.000,00 nos meses de julho e agosto de 2024 relativos a 3.200 pontos quando somente seis deles de fato funcionavam no período”, afirma a nota divulgada pelas autoridades.

A principal suspeita é que o dinheiro público desviado tenha sido utilizado para financiar o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, por meio da produtora Go Up Entertainment Ltda., que também pertence a Karina.

“Os elementos de inteligência financeira indicam a possível ocorrência de potencial financiamento cruzado ilícito, uma vez que há a notícia veiculada pela mídia de que, durante a vigência do contrato público, Karina Ferreira da Gama, por intermédio da produtora Go Up Entertainment Ltda., sob seu controle direto, iniciou a produção e gravação do longa-metragem cinematográfico Dark Horse, com custo estimado entre R$ 8.000.000,00 e R$ 20.000.000,00, havendo fundadas suspeitas de que os recursos públicos recebidos pelo Instituto Conhecer Brasil tenham sido ilegalmente desviados para subsidiar tal obra audiovisual, caracterizando severa confusão patrimonial”, completa a nota.

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