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PGR denuncia Witzel, Pastor Everaldo e mais 11 por propina de R$ 53 mi

Denúncia foi levada ao Superior Tribunal de Justiça na esteira da operação Kickback, deflagrada na manhã desta terça-feira (15)

Witzel: governador afastado do Rio foi denunciado pela PGR por esquema de propinas na Saúde fluminense (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Witzel: governador afastado do Rio foi denunciado pela PGR por esquema de propinas na Saúde fluminense (Fernando Frazão/Agência Brasil)

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Estadão Conteúdo

16 de dezembro de 2020, 06h56

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nesta terça, 15, o governador afastado do Rio, Wilson Witzel (PSC), o presidente do PSC, Pastor Everaldo, o ex-secretário de saúde do Rio Edmar Santos e outros dez empresários e advogados suspeitos de participação em esquema de propinas na Saúde fluminense. A denúncia foi levada ao Superior Tribunal de Justiça na esteira da operação Kickback, deflagrada na manhã desta terça-feira (15).

Segundo a subprocuradora Lindôra Araújo, Witzel pediu e recebeu propinas de R$ 53 milhões em conluio com Edmar Santos e Edson da Silva Torres, apontado como operador financeiro de Pastor Everaldo. Os repasses foram feitos pelo empresário José Mariano Soares de Moraes e visavam garantir o pagamento de restos a pagar da Secretaria de Saúde à organização social Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus.

A propina milionária teria sido ocultada por meio de contratos de advocacia firmados pelo escritório Nogueira.

2 - Suas eventuais relações com as autoridades públicas em nome do HMTJ sempre observaram, estritamente, os preceitos da ética, da transparência e da legalidade;

3 - O Dr. José Mariano foi alvo de mandado de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (15/12), e colaborou com a autoridade policial, visto que já havia se colocado à disposição - inclusive do Ministério Público - para prestar informações sobre o caso e apresentar quaisquer documentos julgados necessários;

4 - A título de esclarecimento, é importante destacar que o Dr. José Mariano não é proprietário do HMTJ. A instituição é uma associação civil e não possui, por isso, um dono, sendo administrada por um Conselho de Administração.

COM A PALAVRA, OS DEMAIS DENUNCIADOS

A reportagem continua buscando contato com os demais denunciados. O espaço permanece aberto a manifestações.