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Oposição propõe consultor do Senado para vaga no TCU

O escolhido é Fernando Moutinho, que foi auditor do TCU entre 1995 e 2006, economista pós-graduado em auditoria e ciência política


	O plenário do Senado: ideia, liderada pelo senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), também tem o apoio de integrantes do DEM, PSDB e PSOL
 (Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

O plenário do Senado: ideia, liderada pelo senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), também tem o apoio de integrantes do DEM, PSDB e PSOL (Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

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Da Redação

Publicado em 9 de abril de 2014 às 17h10.

Brasília - A oposição do Senado vai apresentar o nome de um consultor da Casa como reação à indicação do senador Gim Argello (PTB-DF) para a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União. O escolhido é Fernando Moutinho, que foi auditor do TCU entre 1995 e 2006, economista pós-graduado em auditoria e ciência política.

A ideia, liderada pelo senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), também tem o apoio de integrantes do DEM, PSDB e PSOL.

A indicação tem que ser feita por meio de projeto de decreto legislativo e está em fase de coleta de assinaturas, mas deve ser protocolado ainda nesta quarta-feira, 09, na mesa do Senado.

A indicação de Gim foi bancada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) com o aval do Palácio do Planalto.

O senador é alvo de seis inquéritos no Supremo Tribunal Federal e tem tido o seu nome questionado por senadores e servidores de tribunais de contas brasileiros.

A resistência ao nome de Gim já provocou uma derrota. Um requerimento que pretendia acelerar os ritos de indicação foi rejeitado no plenário, em uma sessão esvaziada, que contou com a ausência, inclusive, de membros da base aliada.

A sabatina de Gim na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) está marcada para a próxima terça-feira. Aliados temem a rejeição a seu nome e há quem cogite trocar a indicação para evitar desgastes. Outra ala acredita que, em votação secreta, a indicação será aprovada sem dificuldades.

O nome de Gim foi apresentado para ocupar a cadeira aberta com a aposentadoria do ministro Valmir Campelo. A articulação visa dar mais espaço no governo ao PTB, como forma de manter a fidelidade do partido com vistas à CPI da Petrobras e as eleições.

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