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O que Lula pensa sobre o teto de gastos? Ex-ministro de Dilma pode ter a resposta

O ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa é um dos mais ouvidos pela campanha quando o assunto é o teto, segundo fontes próximas ao ex-presidente; caso Bolsonaro vença, Guedes deve ficar

O ex-ministro Nelson Barbosa: debate sobre o teto de gastos (José Cruz/ABr/Divulgação)

O ex-ministro Nelson Barbosa: debate sobre o teto de gastos (José Cruz/ABr/Divulgação)

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Bloomberg

Publicado em 30 de julho de 2022 às 14h35.

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sobre a mesa uma série de propostas para substituir a regra do teto de gastos caso vença a corrida eleitoral de outubro.

Nada foi definido ainda, mas os conselheiros do petista afirmam que, independentemente de qual seja a nova regra, será preciso pedir ao congresso autorização para gastar mais logo no início de 2023.

O novo governo terá que arcar, por exemplo, com a manutenção do Auxílio Brasil em R$ 600, além de ter que zerar a fila de novos benefícios do INSS.

Barbosa

Segundo um interlocutor de Lula, o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa é um dos mais ouvidos pela campanha quando o assunto é o teto.

Barbosa, que foi parte da administração de Dilma Rousseff, disse em janeiro desse ano em entrevista que o próximo governo terá que aumentar os gastos públicos, ainda que temporariamente, para combater o aumento da pobreza e o desemprego. Segundo ele, o mercado financeiro já percebeu que a atual regra que limita o crescimento dos gastos públicos à inflação “é inexequível”.

O nome do ex-ministro foi, inclusive, citado algumas vezes por Lula em evento em Brasília na quinta-feira.

Foco é na economia

O entorno de Lula tem sugerido ao candidato que não responda diretamente aos ataques do presidente Jair Bolsonaro ao sistema de votação brasileiro e às urnas eletrônicas. Para auxiliares do petista, Lula não pode ser “arrastado” para uma pauta que é muito mais cara a Bolsonaro.

A avaliação é que o ex-presidente precisa insistir em falar de economia. A ideia é que as respostas sobre as urnas sejam concentradas nos partidos da chapa. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, chegou a ser repreendida internamente por comentar o encontro de Bolsonaro com embaixadores na semana passada.

Economia sim, Fazenda não

Paulo Guedes fica no governo se Bolsonaro ganhar, mas se puder continuar a comandar a “super pasta” da Economia. A interlocutores, o ministro diz que não veio para o governo para ter seu trabalho limitado.

O único problema é que Bolsonaro -- que já disse que quer que Guedes fique -- também já prometeu para o centrão a criação de novos ministérios, sendo que uma possibilidade seria desmembrar a Economia, voltando a ser Fazenda, Planejamento e Desenvolvimento.

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