Brasil

Norma obriga cartórios de SP a celebrar casamento gay

Casais homossexuais não terão de recorrer à Justiça para garantir o casamento ou a conversão da união estável para casamento


	Casais homossexuais não precisarão mais ter de registrar primeiramente a união estável para depois solicitar a conversão em casamento
 (REUTERS/Cliff Despeaux)

Casais homossexuais não precisarão mais ter de registrar primeiramente a união estável para depois solicitar a conversão em casamento (REUTERS/Cliff Despeaux)

DR

Da Redação

Publicado em 19 de dezembro de 2012 às 09h24.

Priorizar nos meus resultados Google

São Paulo - Todos os cartórios do Estado de São Paulo terão de habilitar obrigatoriamente homossexuais para o casamento civil. O Diário Eletrônico da Justiça publicou nesta terça-feira (18) alterações nas Normas de Serviço da Corregedoria-Geral que aplicam ao casamento ou à conversão de união estável em casamento de pessoas do mesmo sexo as regras exigidas de heterossexuais. A medida entra em vigor em 60 dias.

Os casais homossexuais não precisarão mais ter de registrar primeiramente a união estável para depois solicitar a conversão em casamento. Nem terão de recorrer à Justiça para garantir o casamento ou a conversão da união. Basta ir diretamente ao cartório de registro de pessoas naturais e solicitar a habilitação para o casamento.

O procedimento da Corregedoria pacifica decisões judiciais. Em setembro, um acórdão do Conselho Superior da Magistratura determinara o registro de casamento entre pessoas do mesmo sexo em São Paulo em todos os cartórios.

A norma administrativa terá efeito vinculante. "Agora, há a dispensa de provocação judicial. Os cartórios terão a obrigação de cumprir a regra", explica Alberto Gentil de Almeida Pedroso, juiz assessor da Corregedoria. Recusas serão revistas pelo juiz-corregedor do cartório.

O vice-presidente da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen-SP), Luis Carlos Vendramin Junior, diz que a entidade apoia a medida. "Desde o reconhecimento da união estável homoafetiva (no Supremo Tribunal Federal em maio de 2011), a Arpen defende o registro do casamento homossexual. Não precisa nem mudar a lei, porque o STF já disse que é inconstitucional negar a união", diz Vendramin. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Acompanhe tudo sobre:JustiçaCasamentoPreconceitosGaysLGBT

Mais de Brasil

Real Time Big Data: Flávio Bolsonaro lidera com 15 pontos de vantagem no Paraná

Real Time: Deltan, Curi, Barros, Gleisi e Graeml aparecem empatados na disputa ao Senado no Paraná

Real Time: Flávio Bolsonaro tem vantagem de 6 pontos sobre Lula no maior colégio eleitoral

Pesquisa Real Time: Moro tem 35% e Sandro Alex, 27%, no 1º turno no Paraná