Negra Li rebate mensagens racistas em redes sociais
"Tenho muito orgulho da minha trajetória e de tudo que sou e represento, por isso não me abalo e não deixo que situações assim tirem a minha paz" diz a cantora
Da Redação
Publicado em 5 de julho de 2016 às 20h19.
Quem escolhe Negra como o primeiro nome artístico sabe muito bem aquilo que representa no cenário cultural do país.
Apesar da autoconfiança e empoderamento, a cantora e compositora Negra Li não deixa de ser alvo de mensagens racistas nas redes sociais. Nesta segunda-feira (4) ela teve o seu site hackeado pela primeira vez - o conteúdo da página foi substituído por uma foto de um macaco.
A artista, apesar de lamentar o incidente, prefere ignorar tais discursos de ódio. Em sua página do Facebook ela comentou o ocorrido:
"É inacreditável que, em pleno momento em que vivemos, ainda existam pessoas com um pensamento tão limitado, com disposição e energia para promover o ódio e a ignorância. Tenho muito orgulho da minha trajetória e de tudo que sou e represento, por isso não me abalo e não deixo que situações como essa tirem a minha paz."
O site foi retirado do ar para uma análise completa da invasão. No post do Facebook, os fãs não economizaram em mensagens de apoio à artista.
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Mas infelizmente o ataque à Negra Li não é o primeiro. Outras mulheres famosas também já sofreram com a agressão. Maju Coutinho, a garota do tempo do Jornal Nacional, foi alvo de comentários racistas nas redes sociais da TV Globo. Mensagens extremamente pejorativas foram direcionadas à jornalista. "Só conseguiu emprego no JN por causa das cotas preta imunda", dizia uma delas.
O caso de Maju repercutiu e chegou a ser investigado pelo Ministério Público de São Paulo. O objetivo era identificar os autores e de onde vinham as mensagens preconceituosas.
A jornalista recebeu o apoio de sua equipe e uma hashtag foi criada, a #SomosTodosMajuCoutinho. Em entrevista ao Jornal Extra, ela afirmou não gastar energia com esse tipo de agressão:
"Não me abalo. Acho triste, mas sou muito consciente. Cresci numa família que militou no movimento negro. Não perco muito tempo com isso."
A atriz Taís Araújo também já foi alvo de comentários nas redes após a atualização de sua foto de perfil - algumas das mensagens debochavam da cor da pele da atriz, faziam piada com o cabelo dela e chegaram até a chamá-la de "macaca" e mandaram ela "voltar para a senzala".
Em resposta aos ataques, a atriz se posicionou:
"Faço questão que todos sintam o mesmo que senti: a vergonha de ainda ter gente covarde e pequena nesse país, além do sentimento de pena dessa gente tão pobre de espírito. Não vou me intimidar, tampouco abaixar a cabeça. Sigo o que sei fazer de melhor: trabalhar [...] Minha única resposta pra isso é o amor!"
Quem escolhe Negra como o primeiro nome artístico sabe muito bem aquilo que representa no cenário cultural do país.
Apesar da autoconfiança e empoderamento, a cantora e compositora Negra Li não deixa de ser alvo de mensagens racistas nas redes sociais. Nesta segunda-feira (4) ela teve o seu site hackeado pela primeira vez - o conteúdo da página foi substituído por uma foto de um macaco.
A artista, apesar de lamentar o incidente, prefere ignorar tais discursos de ódio. Em sua página do Facebook ela comentou o ocorrido:
"É inacreditável que, em pleno momento em que vivemos, ainda existam pessoas com um pensamento tão limitado, com disposição e energia para promover o ódio e a ignorância. Tenho muito orgulho da minha trajetória e de tudo que sou e represento, por isso não me abalo e não deixo que situações como essa tirem a minha paz."
O site foi retirado do ar para uma análise completa da invasão. No post do Facebook, os fãs não economizaram em mensagens de apoio à artista.
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Mas infelizmente o ataque à Negra Li não é o primeiro. Outras mulheres famosas também já sofreram com a agressão. Maju Coutinho, a garota do tempo do Jornal Nacional, foi alvo de comentários racistas nas redes sociais da TV Globo. Mensagens extremamente pejorativas foram direcionadas à jornalista. "Só conseguiu emprego no JN por causa das cotas preta imunda", dizia uma delas.
O caso de Maju repercutiu e chegou a ser investigado pelo Ministério Público de São Paulo. O objetivo era identificar os autores e de onde vinham as mensagens preconceituosas.
A jornalista recebeu o apoio de sua equipe e uma hashtag foi criada, a #SomosTodosMajuCoutinho. Em entrevista ao Jornal Extra, ela afirmou não gastar energia com esse tipo de agressão:
"Não me abalo. Acho triste, mas sou muito consciente. Cresci numa família que militou no movimento negro. Não perco muito tempo com isso."
A atriz Taís Araújo também já foi alvo de comentários nas redes após a atualização de sua foto de perfil - algumas das mensagens debochavam da cor da pele da atriz, faziam piada com o cabelo dela e chegaram até a chamá-la de "macaca" e mandaram ela "voltar para a senzala".
Em resposta aos ataques, a atriz se posicionou:
"Faço questão que todos sintam o mesmo que senti: a vergonha de ainda ter gente covarde e pequena nesse país, além do sentimento de pena dessa gente tão pobre de espírito. Não vou me intimidar, tampouco abaixar a cabeça. Sigo o que sei fazer de melhor: trabalhar [...] Minha única resposta pra isso é o amor!"