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Não precisamos de nenhum conselho, diz Carvalho, sobre FMI

Ministro rechaçou as críticas feitas pelo fundo em relatório divulgado ontem, onde sugeriu mudanças na política fiscal brasileira


	O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho: "as práticas brasileiras têm sido bastante consequentes"
 (Elza Fiuza/ABr)

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho: "as práticas brasileiras têm sido bastante consequentes" (Elza Fiuza/ABr)

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Da Redação

Publicado em 24 de outubro de 2013 às 19h04.

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São Paulo - O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, rechaçou nesta quinta-feira, 24, as críticas feitas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em relatório divulgado ontem, onde sugeriu mudanças na política fiscal brasileira. "O governo tem praticado uma política fiscal muito responsável e acho que nós não estamos precisando de nenhum conselho", disse, após participar de evento, em São Paulo.

Segundo Carvalho, as práticas brasileiras têm sido bastante consequentes. "Estamos cuidando para que nossas políticas econômicas não penalizem aqueles que em outros países, por recomendação do FMI, foram penalizados, que são os trabalhadores", afirmou, ressaltando, que não pertence à área da Fazenda.

Para o ministro, apesar de previsões mais negativas, o País tem atravessado o atual momento da economia internacional "em condições bastante razoáveis". "Portanto, acho que não cabe nenhuma recomendação. Sem comprar briga, com muita tranquilidade, dizemos que 'vamos bem obrigado'", afirmou.

No relatório, o FMI diz que o Brasil deve buscar um superávit fiscal de 3,1% e eliminar ajustes que afetam seus resultados. O objetivo é reforçar a confiança nas contas públicas, amenizar a pressão sobre a política monetária no combate à inflação e reduzir o tamanho da dívida bruta como proporção do PIB.

Dilma

Questionada sobre o mesmo assunto, Dilma evitou fazer comentários. "Você acha mesmo que eu vou responder isso? Eu tenho de atender às pessoas", afirmou a presidente, fazendo referência aos prefeitos que lotaram o Palácio do Planalto, pela manhã, para cerimônia de anúncio de investimentos em pavimentação e saneamento do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2) .

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