Brasil

Não há risco de impeachment, afirma Dilma

"Eu asseguro que o Brasil está em busca de estabilidade política e não acreditamos que haja qualquer processo de ruptura institucional",afirmou Dilma, na Suécia


	Presidente Dilma Rouseff na Suécia: "Eu asseguro que o Brasil está em busca de estabilidade política e não acreditamos que haja qualquer processo de ruptura institucional"
 (REUTERS/Maja Suslin)

Presidente Dilma Rouseff na Suécia: "Eu asseguro que o Brasil está em busca de estabilidade política e não acreditamos que haja qualquer processo de ruptura institucional" (REUTERS/Maja Suslin)

DR

Da Redação

Publicado em 19 de outubro de 2015 às 09h17.

Priorizar nos meus resultados Google

Estocolmo - A presidente Dilma Rousseff descartou na manhã desta segunda-feira, 19, em Estocolmo, na Suécia, que seu governo corra risco de impeachment em razão da crise política. Segundo ela, não haverá "ruptura institucional" no Brasil, nem "crise política mais acentuada".

As declarações foram feitas em entrevista concedida ao lado do primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven, minutos após encontro bilateral com o chefe de governo.

Questionada pela imprensa sueca se as crises econômica e política e a ameaça de impeachment colocavam em risco o contrato de US$ 4,5 bilhões com a Saab para aquisição de 36 aviões de caça Gripen NG, que equiparão a Força Aérea Brasileira (FAB), a presidente descartou a possibilidade.

"Eu asseguro que o Brasil está em busca de estabilidade política e não acreditamos que haja qualquer processo de ruptura institucional", respondeu.

"Nós somos uma democracia e temos tanto um Legislativo, como um Judiciário e um Executivo independentes, mas também que funcionam com autonomia e harmonia. Não acreditamos que haja nenhum risco de crise política mais acentuada."

Dilma ressaltou ainda que países da Europa e os Estados Unidos, que sofreram mais o impacto da crise econômica de 2008, não romperam contratos firmados, e que não há razões para crer que isso poderia acontecer no caso da Saab no Brasil.

Como já havia feito minutos antes em discurso a empresários suecos, a presidente reiterou a força da economia do país e o caráter "conjuntural" da turbulência econômica.

"O Brasil tem uma economia estruturalmente sólida. Nós não temos bolhas de crédito, não temos um processo estrutural que leve o Brasil a uma crise profunda, não temos problemas monetários", enumerou. "A crise do Brasil é conjuntural e está sendo enfrentada."

Acompanhe tudo sobre:Dilma RousseffPersonalidadesPolíticosPolíticos brasileirosPT – Partido dos TrabalhadoresPolítica no BrasilImpeachmentPaíses ricosEuropaSuécia

Mais de Brasil

Durigan: Lula decidirá sobre medidas fiscais só após retornar de viagem internacional

'Brasil é o Eldorado das concessões no mundo', diz presidente da Câmara França-Brasil

IBGE abre 27 mil vagas para recenseadores com salário de até R$ 4,3 mil

Lula analisa propostas para conter gastos, mas decisão só será tomada no fim de novembro