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Mulher de Cabral está em cela para internas com nível superior

Ela foi presa ontem por suspeita de crime de lavagem de dinheiro e associação à organização criminosa, segundo investigações da Polícia Federal

Prisão: por haver apenas sete internas no local, Adriana pode ficar sozinha na cela de 6 m² (Richard Bouhet/AFP)
AB

Agência Brasil

Publicado em 7 de dezembro de 2016 às 15h15.

A advogada Adriana Ancelmo, esposa do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral , está sozinha em uma das celas da Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza, no complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona norte da capital Fluminense.

Ela foi presa ontem (6) por suspeita de crime de lavagem de dinheiro e associação à organização criminosa, segundo investigações da Polícia Federal que originaram a Operação Calicute.

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De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), ela está presa na galeria para internas com nível superior, onde há nove celas e 18 vagas.

Por haver apenas sete internas no local, Adriana pode ficar sozinha na cela de 6 m² que tem uma beliche de alvenaria, um chuveiro, uma pia e um dispositivo sanitário no chão.

Ainda segundo a secretaria, Adriana passa bem e se alimentou normalmente. Ela terá direito a visitas que serão cadastradas e terão suas carteirinhas de visitante expedidas em um prazo de até quinze dias, no mesmo procedimento feito para todos os internos. Até o momento, ela não recebeu visitas, informou a Seap.

As denúncias do Ministério Público Federal (MPF) apontam que Adriana participou do desvio de milhões de reais de dos cofres públicos em compras de joias sem nota fiscal.

Ainda segundo o MPF a ex-primeira-dama usava codinomes para comprar as joias e assim ter seu nome ocultado das transações. O dinheiro seriam de propinas pagas à organização criminosa liderada pelo ex-governador.

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