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Moraes torna público vídeo de reunião de Bolsonaro com ministros citado nas investigações da PF

Moraes retirou o sigilo do material após a jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, divulgar trechos da gravação na manhã desta sexta-feira

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Moraes: reunião de 1h33 foi liberada pelo ministro do STF (Rosinei Coutinho/SCO/STF/Flickr)

Moraes: reunião de 1h33 foi liberada pelo ministro do STF (Rosinei Coutinho/SCO/STF/Flickr)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, tornou nesta sexta-feira, 9, pública a íntegra do vídeo citado pela Polícia Federal (PF) de uma reunião secreta entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e a alta cúpula do governo aprendido em uma busca na casa de Mauro Cid. A gravação está disponível para download no site do Supremo. 

Moraes retirou o sigilo do material após a jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, divulgar trechos da gravação. "Diante de inúmeras publicações jornalísticas com a divulgação parcial e editada de trechos da reunião ocorrida em 05/07/2022 entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus ministros, que faz parte das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado e de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (PET 12.100), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou pública a íntegra do vídeo", diz a nota.

Segundo a PF, a reunião de 1 hora e 33 minutos teve como objetivo reforçar os ataques ao sistema eleitoral brasileiro e cobrar os presentes por uma conduta ativa na difusão de informações inverídicas.

O que Bolsonaro falou no vídeo de reunião liberado pelo STF?

A investigação afirma que Bolsonaro exigiu que seus ministros deveriam promover e replicar todas as informações que questionavam as urnas eletrônicas. O ex-presidente também pede para que seus auxiliares ajam antes das eleições para evitar um caos no país.

"Nós sabemos que, se a gente reagir depois das eleições, vai ter um caos no Brasil, vai virar uma grande guerrilha, uma fogueira no Brasil. Agora, alguém tem dúvida que a esquerda, como está indo, vai ganhar as eleições? Não adianta eu ter 80% dos votos. Eles vão ganhar as eleições", disse Bolsonaro, segundo a PF.

No mesmo encontro, Bolsonaro reconheceu que as pesquisas eleitorais que indicavam uma vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estavam corretas e pediu que os presentes promovessem e replicassem desinformações e notícias fraudulentas sobre o processo eleitoral.

"Daqui pra frente quero que todo ministro fale o que eu vou falar aqui, e vou mostrar. Se o ministro não quiser falar ele vai vim falar para mim porque que ele não quer falar. Se apresentar onde eu estou errado eu topo. Agora, se não tiver argumento pra me ti... demover do que eu vou mostrar, não vou querer papo com esse ministro. Tá no lugar errado. Se tá achando que eu vou ter 70% dos votos e vou ganhar como ganhei em 2018, e vou provar , o cara tá no lugar errado", continuou Bolsonaro.

Na mesma reunião, o então ministro-chefe do GSI, Augusto Heleno, disse que conversou com o  diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) “para infiltrar agentes nas campanhas eleitorais”. O ministro, porém, logo foi calado por Bolsonaro, que pediu para o tema ser tratado apenas com ele.

"Não vai ter revisão do VAR. Então, o que tiver que ser feito tem que ser feito antes das eleições. Se tiver que dar soco na mesa é antes das eleições. Se tiver que virar a mesa é antes das eleições", disse.

O então ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira, disse no encontro que o TSE é inimigo e que a Comissão de Transparência da corte era "pra inglês ver", constituindo um "ataque à Democracia".

Durante a busca na sede do Partido Liberal, a PF encontrou na sala de Bolsonaro um suposto pronunciamento que ele faria em rede nacional, detalhando os motivos e argumentos para a decretação de um estado de sítio e uso da Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

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