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Maia abre nova sessão para tentar votar denúncia contra Temer

O presidente da Câmara teve de encerrar a primeira sessão sem começar a votação da denúncia, por falta de quórum

Rodrigo Maia: governistas chegaram a apresentar um requerimento de adiamento para tentar obrigar a oposição a registrar presença (Adriano Machado/Reuters)

Rodrigo Maia: governistas chegaram a apresentar um requerimento de adiamento para tentar obrigar a oposição a registrar presença (Adriano Machado/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 25 de outubro de 2017 às 15h02.

Última atualização em 25 de outubro de 2017 às 15h53.

Brasília - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerrou a primeira sessão plenária desta quarta-feira, 25, e abriu nova sessão por volta das 14h30 para tentar votar a denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência).

Como uma nova sessão foi aberta, o antigo painel de presenças foi zerado e um novo painel foi aberto para deputados registrarem presença de novo.

Maia teve de encerrar a primeira sessão sem começar a votação da denúncia, porque o governo não conseguiu mobilizar 342 deputados no plenário. Esse é o quórum mínimo exigido pelo regimento interno da Câmara para que a denúncia possa começar a ser votada.

Na sessão, o máximo de presenças registradas foi 320 parlamentares. A oposição, que reúne cerca de 120 deputados, estava no plenário, mas não registrou presença. O objetivo deles é tentar adiar a votação.

Governistas chegaram a apresentar um requerimento de adiamento de votação, para tentar obrigar a oposição a registrar presença. Isso porque, caso não registrassem presença para votar o requerimento, poderiam ter os salários descontados. Mesmo assim, a oposição não registrou presença e o requerimento foi rejeitado por 184 votos a 4.

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