Brasil

França investiga escolha das sedes dos Jogos de 2016 e 2020

Procuradores franceses estão ampliando as investigações para examinar também o voto das sedes dos eventos


	Desconfiança: procuradores franceses estão ampliando as investigações para examinar também o voto das sedes dos eventos
 (Reuters)

Desconfiança: procuradores franceses estão ampliando as investigações para examinar também o voto das sedes dos eventos (Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 1 de março de 2016 às 14h53.

Zurique - Os processos de votação que culminaram na escolha das sedes dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio, e de 2020, em Tóquio, estão sob investigação.

Procuradores franceses, que haviam aberto um processo contra os dirigentes do atletismo por corrupção, agora estão ampliando as investigações para examinar também o voto das sedes dos eventos.

O Rio de Janeiro venceu a votação, superando Madri na final. A informação foi revelada pelo jornal inglês The Guardian, e confirmada pela reportagem do Estado de S. Paulo.

A investigação original se debruçava sobre o comportamento da cúpula da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF), com denúncias envolvendo dirigentes e o ex-chefe da entidade, Lamine Diack. Preso, ele foi acusado de receber mais de 1 milhão de euros (R$ 4,3 milhões) em propinas envolvendo um esforço de esconder testes de doping de atletas russos.

Seu filho, Papa Diack, teria organizado a distribuição de "pacotes" para seis membros do COI quando o Catar estava ainda na corrida para sediar os Jogos de 2016.

Os dirigentes que iriam receber os presentes indicaram, por e-mails, que queriam que o pacote fosse entregue em Mônaco por meio de um "conselheiro especial".

As suspeitas dos franceses apontam para Papa Diack como o homem que faria a entrega. O Catar foi desclassificado antes mesmo de começar a votação, por propor os Jogos fora das datas estabelecidas.

Mas, agora, o que os fiscais de Paris querem saber é o papel de Lamine Diack nas votações das sedes do Comitê Olímpico Internacional (COI). Ele foi membro da entidade entre 1999 e 2013.

O que os investigadores querem saber é se a IAAF teve alguma influência indevida na escolhas de outras cidades. No caso de 2020, a suspeita aparece ainda num informe publicado pela Agência Mundial Antidoping (Wada).

Numa nota de rodapé, o documento que investigava a federação de atletismo sugeriu que os japoneses venceram depois que Diack abandonou o projeto de Istambul e deu seu voto para Tóquio. Semanas antes, um patrocinador japonês havia fechado um acordo de apoio à IAAF.

Os japoneses negam, enquanto o COI apenas indicou que iria "examinar o caso".

O COI insiste que tem acompanhado de perto o processo e que já pediu para ser envolvido no processo da Justiça francesa. Procurado pela reportagem, o Comitê Rio-2016 até agora não se pronunciou.

Acompanhe tudo sobre:Países ricosEuropaFrançaOlimpíada 2016OlimpíadasEsportesJustiça

Mais de Brasil

Lula afirma que Trump pretende ser 'dono da ONU' ao propor Conselho da Paz

Tarcísio veta obrigatoriedade de cardápio físico em restaurantes de SP

Anvisa proíbe venda de suplemento que prometia equilíbrio glicêmico sem comprovação científica

CNU divulga resultado preliminar da prova discursiva nesta sexta-feira; veja o horário