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Governo pode usar Exército para conter greve; Temer cita forças federais

A decisão foi tomada em uma reunião no Palácio do Planalto entre Temer e ministros durante o quinto dia de greve dos caminhoneiros

Greve dos caminhoneiros protestam pelo quinto dia contra a alta do diesel (Washington Alves/Reuters)

Greve dos caminhoneiros protestam pelo quinto dia contra a alta do diesel (Washington Alves/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 25 de maio de 2018 às 12h43.

Última atualização em 25 de maio de 2018 às 13h43.

Brasília - Diante da proporção que está tomando o movimento grevista dos caminhoneiros, o governo decidiu endurecer nesta sexta-feira, 25. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, já está autorizado o uso das Forças Armadas para a desobstrução das estradas. Durante pronunciamento há pouco, o presidente Michel Temer afirmou que acionou as forças federais de segurança para conter os bloqueios, mas ainda não esclareceu sobre quais forças seriam utilizadas

Como informou o Estadão/Broadcast, a Polícia Federal vai investigar a possibilidade de locaute - participação dos patrões - na paralisação dos caminhoneiros, que entrou nesta sexta no quinto dia, apesar do acordo firmado na noite de Quinta-feira (24). Mesmo com a câmara de compensação proposta pelo governo, que manterá, por meio de subvenções bancadas pelo Tesouro, o preço do diesel estável para os distribuidores, o que se constata nesta sexta é a ampliação dos pontos de retenção das estradas e não a redução do movimento, como esperava o governo federal.

Locaute é caracterizado quando empresários de um setor contribuem, incentivam ou orientam a paralisação de seus empregados. Ou seja, é uma greve liderada pelos patrões, com o intento de obtenção de benefícios para o setor, o que é proibido por lei.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo apurou, a avaliação do próprio governo é de que o Planalto subestimou a proporção que a mobilização poderia tomar, um erro do sistema de inteligência, que é comandado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

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