Brasil

Governo não joga denúncias para debaixo do tapete, diz Temer

Vice-presidente disse que a própria Polícia Federal, vinculado ao Ministério da Justiça, é responsável pelas investigações


	Vice-presidente, Michel Temer: “o que se quer é justamente apurar. Não terá, penso eu, nenhuma repercussão eleitoral"
 (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Vice-presidente, Michel Temer: “o que se quer é justamente apurar. Não terá, penso eu, nenhuma repercussão eleitoral" (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

DR

Da Redação

Publicado em 17 de setembro de 2014 às 14h02.

Rio de Janeiro - O vice-presidente da República, Michel Temer, disse hoje (17) que as denúncias sobre corrupção na Petrobras não deverão ter influência nas eleições, porque o governo não está “pondo panos quentes” no assunto ou “jogando para debaixo do tapete”. Temer disse que a própria Polícia Federal, vinculado ao Ministério da Justiça, é responsável pelas investigações.

Segundo ele, é a comprovação de que o governo não quer impedir qualquer investigação. “ O que se quer é justamente apurar. Não terá, penso eu, nenhuma repercussão eleitoral. Teria se o governo estivesse pondo panos quentes ou jogando para debaixo do tapete. Mas isso não está sendo feito”, afirmou.

Temer disse acreditar que as denúncias não prejudicarão o trabalho da Petrobras. “A Petrobras é uma empresa com potencialidades extraordinárias. A Petrobras de hoje não é a de 30 anos atrás. Hoje, estive reunido com o pessoal do IBP [Instituto Brasileiro do Petróleo, que reúne as empresas do setor petrolífero] e verifiquei a crença que eles têm [na empresa]. É claro que são precisos alguns ajustes. Não tenho dúvidas de que a Petrobras é um símbolo nacional”.

O vice-presidente visitou a Feira da Indústria do Petróleo Rio Oil & Gas, no Riocentro, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. Acompanhado da diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, Temer visitou alguns estandes, entre eles o da Petrobras.

Temer também comentou a pesquisa de intenção de voto do Ibope, encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo. Os números mostram que a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) perdeu três pontos, ficando com 39%, enquanto Marina Silva (PSB) perdeu apenas um ponto, chegando a 30%. Aécio Neves (PSDB) ganhou quatro pontos, alcançando 19%.

Em um possível segundo turno, Marina teria 43% e Dilma, 40%. “Lá atrás, ela [Dilma] estava numa situação muito mais delicada. A Marina estava com dez pontos à frente. Então, essa variação é razoável. Vamos trabalhar nessas duas, três semanas, com muita tranquilidade”, disse Temer.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasPolíticosPolíticos brasileirosPolítica no BrasilMichel TemerMDB – Movimento Democrático BrasileiroEmpresas abertasEmpresas brasileirasEstatais brasileirasEmpresas estataisPetrobrasCapitalização da PetrobrasPetróleoGás e combustíveisIndústria do petróleoEleiçõesEleições 2014

Mais de Brasil

Aeroportos brasileiros superam 120 milhões de passageiros em 2025

STF torna ré mulher que hostilizou Flávio Dino em avião no Maranhão

São Paulo avança para estrear modelo inédito de licitação no Brasil

Cerca de um terço dos cursos de medicina do país tiveram desempenho ruim no Enamed