Falha na plataforma e-SUS gera subnotificação de casos de covid-19 em SP

Há dois dias o estado relata problemas de contabilizar infecções menos graves; internações e número de óbitos são monitorados com outras bases

Um problema na plataforma e-SUS do Ministério da Saúde, que contabiliza os casos confirmados de covid-19 no país, gerou uma subnotificação em São Paulo.

Nos últimos dois dias o estado relatou ter pouco mais de 1.000 novos casos em 24h, número muito abaixo de períodos anteriores, quando ficava acima de 5.000.

No último boletim, divulgado nesta quinta-feira, 18, o estado tem 192.628 casos confirmados e 11.846 mortes pelo coronavírus

O secretário da Saúde de São Paulo, José Henrique Germann, disse, nesta quinta-feira, que o problema afeta apenas os casos porque o número de óbitos é contabilizado pelo governo do estado usando uma base própria.

Ele informou que a secretaria tem acionado o Ministério da Saúde para saber a origem do problema e como isto está sendo tratado.

“Esperamos que seja uma instabilidade do sistema porque dependemos muito desses números não só para a questão da informação ao público, que é fundamental, mas também para o uso dos dados nacionais para os nossos planos”, afirmou.

O Plano São Paulo, que estabelece fases de abertura da economia durante a pandemia, tem o número de casos como um dos critérios para determinar se uma região está apta a progredir ou regredir de estágio.

“Essa falha com o e-SUS nos deixa limitados porque é nossa fonte principal. Ela traz todos os casos confirmados, inclusive o que não necessitaram internação. Os que necessitam de internação nós conseguimos contar com nossas próprias bases. Leitos, óbitos e taxa de isolamento nós temos como consultar”, disse Patricia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes nesta quinta.

O Ministério da Saúde informou, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, que houve um problema com a base de dados do estado de São Paulo.

“Nós orientamos a Secretaria da Saúde a utilizar a plataforma do Ministério, sem a necessidade de exportar um arquivo. Acredito que amanhã, no máximo sábado, os dados já vão estar atualizados”, disse Eduardo Macário, diretor do Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis.

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