Defesa de Lobão afirma que senador não possui contas no exterior

Segundo jornal, o próprio banco suíço, após o nome de Lobão aparecer entre citados na Lava Jato, optou por comunicar as autoridades do país

Brasília - A defesa do senador Edison Lobão (PMDB-MA) afirmou que o parlamentar "não possui nenhuma conta no exterior".

Para o advogado de Lobão, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, a decisão do Ministério Público da Suíça de bloquear preventivamente contas ligadas à família do parlamentar, nesta quinta-feira, 23, foi uma medida que visa eventuais desdobramentos de investigações no Brasil.

O senador é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF).

"O senador Edison Lobão não tem nenhuma conta no exterior, o que parece que aconteceu é que, tendo em vista as implicações de possíveis inquéritos no Brasil, o Ministério Público suíço já toma uma providência em fazer, por incrível que possa parecer, ele próprio o bloqueio de contas ligadas à família. Não sou advogado dos filhos, mas, pelo que conversei, não tem nenhuma irregularidade. Como advogado do Lobão, o que posso dizer é que ele não tem conta nenhuma no exterior", disse Kakay.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo apurou, foi o próprio banco suíço que, após o nome de Lobão aparecer entre os citados na Lava Jato, optou por comunicar as autoridades do país europeu.

As contas, no entanto, não estão em nome do senador, mas de pessoas e empresas ligadas a ele, segundo informou um procurador que acompanha o caso.

O que chamou a atenção dos investigadores é que parte das transferências ocorreu sem qualquer tipo de justificativa, o que acendeu sinais de alerta entre os serviços de monitoramento.

Controladores das contas procuraram a Justiça da Suíça para tentar impedir o compartilhamento de informações sobre a movimentação bancária com autoridades brasileiras, impedindo que os dados possam ser usados em processos no Brasil.

Por duas vezes, no entanto, os tribunais suíços rejeitaram os recursos apresentados. Numa das decisões, os advogados alegaram que não existem provas de que o dinheiro tenha origem suspeita e que a medida é desproporcional. Os juízes, porém, rejeitaram o argumento.

Mesmo após a recusa, os documentos e extratos não foram repassados ao Brasil porque o processo ainda está em andamento na Suíça.

O Ministério Público da Suíça optou por manter bloqueadas as contas até que seja esclarecida a origem do dinheiro.

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