Brasil

CCJ decide reduzir discursos e limita participações no debate da reforma

A deputada Joice Hasselmann afirmou que o tempo de discursos ficará em dez minutos para os membros da CCJ e cinco para os não membros

CCJ: membros do governo e a oposição divergem sobre o dia da votação do relatório (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

CCJ: membros do governo e a oposição divergem sobre o dia da votação do relatório (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 10 de abril de 2019 às 12h47.

Brasília — Após uma reunião que durou menos que 1 hora, membros da Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ) decidiram reduzir o tempo de discursos e limitar a participação de parlamentares que não constituem o colegiado para o debate sobre a reforma da Previdência na próxima semana. O acordo é válido apenas para a fase de debate e não para o período da votação da proposta.

A líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), afirmou que o tempo de discursos ficará em dez minutos para os membros e cinco para os não membros, hoje esses períodos são de 15 e 5 minutos. Foi também limitado número de parlamentares que não são membros e que poderão participar da discussão.

Serão permitidos dez parlamentares a favor e dez contra. "Senão vamos invadir madrugada adentro. Já há um volume de inscrição ultrapassando 80. Isso não é produtivo", disse a deputada.

A líder afirmou ainda que a intenção é que a votação do relatório seja na feita na terça-feira. "A gente vota nem que seja de madrugada. O problema é que tem o feriado na quinta, não queremos correr o risco", afirmou.

A votação na terça-feira, no entanto, não é consenso. O deputado do PT, José Guimarães (CE), afirmou que isso ainda deve ser conversado e que a votação pode ocorrer na quarta-feira. O partido deve votar contra a admissibilidade da proposta de emenda à Constituição.

"Teremos sessão na segunda, terça e quarta. Acertamos a questão de prazos (para os discursos)", disse. "Esse foi o acordo que costuramos com o governo e com o presidente da CCJ, não tendo obviamente requerimento para encerramento de discussão", afirmou ele.

O debate sobre o relatório começa na segunda-feira, às 14 horas. Não há acordo relacionado às questões de mérito da proposta, segundo Guimarães. "É um bom acordo para se fazer o debate", disse.

Guimarães afirmou que o acordo é válido somente sobre a discussão e não sobre a fase de votação da proposta.

Acompanhe tudo sobre:Câmara dos DeputadosReforma da PrevidênciaGoverno Bolsonaro

Mais de Brasil

PSD oficializa candidatura de Caiado em 1ª disputa presidencial na história do partido

STF critica fala de Milei contra Moraes após convenção do PL em São Paulo

Missão eleitoral dos EUA sem convite seria 'interferência indevida', diz especialista

Lula sobe o tom sobre eleições: 'quem quiser se meter, vai apanhar muito'