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Cabral pede para desmarcar audiência para fazer Enem

De acordo com o advogado de Cabral, Rodrigo Roca, o ex-governador deverá tentar o curso de História

Cabral: na audiência, Cabral também brincou com Bretas sobre a derrota do Flamengo (time do juiz) para o Independiente, time argentino (Pawel Kopczynski/Reuters)

Cabral: na audiência, Cabral também brincou com Bretas sobre a derrota do Flamengo (time do juiz) para o Independiente, time argentino (Pawel Kopczynski/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 7 de dezembro de 2017 às 21h08.

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Rio - O ex-governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), pediu nesta quinta-feira, 7, que as audiências previstas para os próximos dias 12 e 13 sejam desmarcadas para ele poder fazer o Enem.

O pedido foi aceito pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal. De acordo com o advogado de Cabral, Rodrigo Roca, o ex-governador deverá tentar o curso de História.

Ainda segundo o advogado, para três dias de estudo no curso, ele tem remissão de um dia de pena. A mulher de Cabral, Adriana Ancelmo, também já fez o mesmo pedido.

No fim da audiência desta quinta, 7, Cabral também brincou com Bretas sobre a derrota do Flamengo (time do juiz) para o Independiente, time argentino. Bretas rebateu dizendo que sabia que o ex-governador era vascaíno e citou as festas feitas no morro próximo a Benfica, na zona norte do Rio, onde fica a cadeia em que Cabral está preso.

A audiência tratou do processo da Operação Ratatouille, que aponta que o empresário Marco de Luca pagou, entre os anos de 2007 e 2016, R$ 16,7 milhões em propina a Cabral para obter benefícios em contratos com o governo do Rio de Janeiro. Foram contabilizados 82 pagamentos mensais aos operadores do ex-governador, Carlos Miranda e Luiz Bezerra, no valor aproximado de R$ 200 mil.

Para o MPF, a continuidade dos pagamentos até a prisão de Cabral, mesmo após ele ter deixado o cargo, demonstra a influência política que o ex-governador ainda exercia sobre a administração.

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